terça-feira, 8 de agosto de 2017

Quebrando a cara bonito

Isso é um pedido de desculpa em relação ao texto que escrevi, que chama Antes dos Olhos Verdes.
Nesse texto eu cito uma Vlogueira de livros, da qual via Youtube eu fiz uma pergunta sobre o seu exemplar e se ela tinha um conto que saiu de circulação das edições atuais. Ela não me respondeu.

Não que eu tenha ficado bravo ou magoadinho por isso... sei q talvez ela nem leu meu comentário ou leu e tbém não quis responder.
O lance de chama-la de canalha, foi só uma forma de me aproximar do estilo da Lygia e seus personagens, mas ali não tinha nenhum ressentimento nem nada pessoal.

Hj ela fez uma postagem no Facebook pedindo pergunta paa ela responder em vídeo. Bom, pensei, vou tentar de novo, não custa néh.
Eis que a bonitinha me responde, me enviando o conto!!! Tipo, ela se deu ao trabalho de Scannear página por página e me enviou. Pronto, me apaixonei....sem palavras, me senti acolhido.
Acho essa menina um docinho, por ela ser mega inteligente me deixa mais caidinho. Fato éh que eu não acompanho mais os vídeos dela, pra não ficar babando, porque ela me atormenta.

Enfim, aqui éh só um pedido de desculpa. Vou manter o texto, pois como disse... éh um texto com pinceladas de ficção. E ter chamado ela de canalha, éh para aproximar dos personagens e estilo da Lygia.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Antes dos Olhos Verdes

Antes do Baile verde é um livro de contos de Lygia Fagundes Telles, escritora da qual eu gosto muito.
Os contos são muito interessantes, sempre fazem referência ao verde e muitas vezes se autorreferenciam.

Quando penso em verde, penso em olhos e penso em jade. Jade é a pedra que me chamou mais atenção, quando eu fui em uma exposição cultural da China. E olhos verdes, foram os olhos de uma menina que se sentou ao meu lado, quando eu tinha 16 anos.

A exposição da China era sobre os Guerreiros de Xian. Mas o que me chamou atenção nessa exposição foi um dragão esculpido em jade... Era de um verde muito marcante. Era um verde que me fazia lembrar de seus olhos. 

Essa menina rompeu o meu cotidiano... todos os dias eu pegava o mesmo ônibus durante 1 ano e meio..E nesse um ano e meio os passageiros eram sempre os mesmos. Dentro disso só a minha tristeza não era passageira.
O motorista era um cara frio e amargo que dava freadas bruscas... seu estado de espírito se refletia no modo como ele guiava....quantas vezes não caí, pego no contrapé de suas barberagens.

Era uma época onde eu me sentia preso sem entender o que se passava comigo... todas os lugares que eu frequentava tinham ares de repressão. A escola, o esporte que era obrigado a fazer e o meu próprio lar.
Quando vc não sabe lidar com a situação, ou vc procura uma solução, ou vc se anula. Sem saber o que fazer, eu me anulei.

Foi quando ela entrou...usava o mesmo uniforme que o meu.
Olhei de maneira discreta...aquilo era uma garota ou era um anjo?
Entrou a passos lentos, como que reconhecendo o território. Respirei fundo e suspirei, meu peito trancado não permitiu que entrasse ar. Alegria ou perturbação? ou os dois?

O ônibus acabara de esvaziar... muitos bancos vagos. Eis que ela se senta ao meu lado.

No ano anterior eu tive uma boa temporada. Praticamente ganhei todos os campeonatos possíveis. Porém aquilo não tinha valor algum para mim. Trocaria todas as vitórias por um lapso de consciência. O ritmo forte dos treinos, trocaria pelo balanço de uma música alegre

Infelizmente o exemplar do livro Antes do Baile Verde que eu tinha, que era antigaço, comprado num sebo, emprestei para um amigo que não irá me devolver. Lá tinha o conto Olho de Vidro, um conto que não se encontra mais  nas edições atuais.  De alguma maneira a Lygia renegou esse conto... uma pena, gostava tanto dele, procuro na internet e não acho.
Conta a história de um detetive que investiga relações extraconjugais. Aos poucos no conto, vc vai descobrindo que o primeiro caso que ele investigou foi o próprio quando desconfiou que sua mulher o estava traindo....  e fez disso uma profissão.

Segui em silêncio durante o trajeto inteiro... com uma timidez  me calando e minha cabeça girando... Meus olhos fingiam estar preocupados com a paisagem exterior.. por fora a cidade adormecida, comércios ainda fechados, as pixações nos portões das lojas...Por dentro meu espírito desperto, sentindo sua presença, o perfume, o calor de seu corpo...
como nunca havia visto aquela garota na escola? Quem era ela? Bastaria perguntar... mas palavras não sairiam da minha boca.

Algumas chinesas se interessaram por mim, quando eu estava no Japão. Eu ficava com pé atrás, pois, achava que elas estavam interessadas apenas em conseguir visto permanente mediante a uma relação comigo. Jamais pensava que alguém poderia se interessar por alguma qualidade minha. Eu sempre na defensiva, desconfiado e de coração fechado.
Nem falava chinês nem japonês, a única comunicação possível seria na cama.... a linguagem universal - uma vez disse uma prima minha.
Falou em China, lembro dessa exposição. Lembro de jade, lembro dos olhos verdes.

Outro dia vi uma vlogueira fazendo uma resenha sobre o livro Antes do Baile Verde... Dizendo que seu exemplar foi comprado em sebo. Mandei uma mensagem pra ela pedindo o conto Olho de Vidro, mas a canalha nem me respondeu. Tá se achando demais, ou simplesmente não dá o feedback. Esses dias ela postou uma foto ao lado da Lygia, sigo-a nas redes sociais. Ela participou de um doc em homenagem aos 1000 anos da Lygia, ou melhor, aos 90 anos..hehehee... Nem vi esse doc, passou na cultura... hj eu não assisto mais televisão. Procurei e ainda não postaram no youtube.

Sofri uma contusão séria... foram dois dias de treinos fortes.. mas na verdade um desgaste de uma vida inteira. O cansaço vai penetrando durante os anos, na pele, depois nos músculos depois nos ligamentos e enfim na alma. Foram tantos anos de treinos forçados, contra a minha vontade... um dia eu iria enlouquecer, mas deixaria isso pra depois que eu voltasse do Japão. Quando me machuquei sério, o técnico me disse... ou vc está com problemas ou vc está apaixonado. Eu estou é de saco cheio!! - Pensei.
Logo me lembrei daqueles verdes olhos... no dia seguinte veria ela de novo.

Andei mancado para o ponto de ônibus... dia cinzento para quem estuda de madrugada, horário de verão. Coração frio e corpo machucado. Ela entrou... Todos os dias o ritual era o mesmo. Naquele exato ponto, de longe a via sinalizar para o motorista parar. 
O desgraçado freava brusco...
Mas ela entrava levitando... e sorria pra ele todos os dias.
Será que aquele sorriso dobrava o mal humor dele? Se não, não importava. Eu roubava o sorriso e guardava no coração.  

Quando voltei do Japão caí numa depressão profunda... tudo o que havia varrido pra baixo do tapete veio a tona. Anos frequentando aquele grupo esportivo fazendo por obrigação algo que eu detestava. Violência psicológica e física em casa. Bullyng na escola. Que diabos...
Fugi para leitura, busquei por meditação, busquei por medicação. Joguei as medalhas  no lixo, mas não tirei o trauma do coração...
Nas minhas leituras, enfim, descobri esse livro de contos da Lygia.. Antes do Baile Verde...Talvez eu preenchesse o conto Olho de Vidro, por, Olhos Verdes de Vidro. Ou mudaria o título para Antes dos Olhos Verdes..

Aos poucos fui me desligando.. depois que me machuquei sério, não fui o mesmo atleta. Um dia me ligaram não pra saber como eu estava, mas se eu tinha melhorado para voltar aos treinos. Precisavam de mim para completar a equipe  numa corrida de rua.  Canalhice total. Quando voltei aos treinos, não era mais o mesmo. Estava cansado de tudo aquilo. De corpo, mente e coração.

Enfim, nessa época estava acabando mais um ciclo, Parece milagre, mas as coisas passam. Até as coisas ruins passam. Até as prisões se desmancham. As marcas podem ficar no coração, mas a gente aprende ou pelo menos tenta apagar.
Quando me recompus no físico, ela não mais pegava o mesmo ônibus. Aquele período tbém passou. Sem aquele sorriso, tudo perderia o brilho. Sem aqueles olhos, a rotina perdeu a cor. Aquilo foi um pequeno milagre do cotidiano. Aquilo foi realmente a única coisa que quebrou o meu cotidiano.
Um presente da vida.

Como nos contos da Lygia, essa história poderia terminar sem final, em aberto. Ali quem dá o fechamento da história é o leitor.
Mas aqui quem decide é a ficção, a realidade ou o coração?
A diferença é que os personagens dessa ficção são reais e participam da história. Como o escritor de memórias eu não decido nada. Ainda tenho medo de tomar um rumo.

Falando em ciclos e términos... sinto que enfim, a depressão tbém está se diluindo. Este é o momento de nascimento, ou de um renascimento.
Que toquem as trombetas, que caiam as bençãos e desçam os anjos.
Na minha cabeça tocam  duas músicas do Angra, Rebirth e Nova Era... E que irônico!! Comprei esse Cd no Japão, com encarte em Kanjis e tdo mais.

"Brilha o novo dia, anjos caídos se levantarão
Nova Era traz as cinzas de volta à vida
Tudo acabado, as dores e mentiras
Anjos se erguerão
De volta à vida!"

E no fim de Rebirth diz...

"(E eu) Vou pelos ventos de um dia novo em folha
Alto aonde as montanhas alcançam
Reencontrei minha esperança e orgulho
Renascimento de um homem

Hora de voar..."






segunda-feira, 31 de julho de 2017

Deixar o passado para trás

Tenho dificuldade de soltar as memórias ruins.
Não me ensinaram isso na escola.

Tomar a decisão de mudar os padrões mentais é um processo de aprendizado. Ou mesmo, para nós ocidentais, uma alfabetização.

Esses dias estava praticando meditação. Não sei se estou certo, treino em meditação pode ser treino em percepção, se perceber.  E se perceber, entrar nas camadas desconhecidas de nós mesmo, leva um certo tempo, talvez uma vida inteira.

Pois bem...

Nessa meditação me veio claro na mente que eu tenho dificuldade de largar o passado. Eu não entendia bem quando dizem...vc tem de deixar o passado para trás... porque se eu deixasse o passado para trás, não sobraria memória, e não sobraria referências onde eu me apoiasse.

Hj o que entendo sobre largar o passado é... desvincular impressões no corpo emocional, que se entrelaçam com memórias do passado. A memória é feita de impressões, não só imagens. E certas impressões, principalmente as traumáticas ficam impressas em tensões no corpo. Eu sinto no peito e nos ombros. De vez em quando sinto no cerrar dos dentes.

É algo condicionado. A mente tem essa propriedade de se automatizar. Então quando ela se acostuma com o mesmo caminho, ela se condiciona a sentir da mesma maneira... e fica difícil mudar, requer muita atitude e energia interior. Mas antes da atitude, do movimento... é preciso que se saiba relaxar a mente, é o famoso agir sem tensões. E isso é um treino diário, pois, a tensão estão impregnada em meu corpo, condicionada no meu modo de agir.

Todas essas tensões acumuladas, estouraram em mim em  fobia social, ansiedade extrema. Toda essa ansiedade e neuros, tiram toda a energia vital e o fluxo de viver, de fazer, de Ser. Pra sair disso requer muito esforço, paciência e determinação.

Preciso largar  o passado.. não as memórias.. mas essas impressões de medo, angústia e ansiedade, que estão condicionadas.

É isso.

Desordem

Estou vendo nas postagens anteriores que não estou organizando bem minhas ideias.
Faz tempo que eu não escrevo com alguma constância.
Preciso praticar um pouco mais, até para poder me expressar melhor no dia a dia, caso eu precise.

Estava escrevendo ultimamente sem muito critério, tentando ser mais espontâneo. Não consegui um resultado satisfatório. O bom disso é a constatação de que minha cabeça está fragmentada. E preciso dar um pouco mais de eixo naquilo que eu penso. Alguma direção melhor naquilo que eu quero expressar.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Los malis entendzidos

Bom, para entender essa postagem vc tem de ler primeiro o texto que se chama Soneto de Bach, da qual eu falo de uma menininha lá.

O que acontece...

Mais uma vez vou falar daquele grupo dos tapados que corriam atrás do rabo, onde eu claramente fazia o papel de mendigo.
Teve uma época que eu me interessei pro Heavy Metal e virei o estereótipo do metaleiro acéfalo. Porém foi a turminha do Rock que me abriu a cabeça para certos aspectos da vida... hj eu não me considero metaleiro, na verdade nunca fui. Não renego essa época, as vezes, curto um som, mas acho todo esse universo uma galhofa. Se vc não levar tão a sério, vira uma brincadeira divertida. É como vc ir numa festa fantasia... é ridículo, mas todo mundo se diverte.

Bem,  estou falando isso pq eu era o mendigo da turma e o cara fechadão que ninguém ousava se aproximar...
Em um dia de competição, me sentei solitário defronte a pista de atletismo, para contemplar o fim de mais um dia e um belo por do sol...
Então uma menina ousa sentar-se ao meu lado para puxar assunto... e a liga para tal conversa foi sobre uma banda de Heavy Metal do qual um tecladista era fodão, e que ela gostava porque ela tocava teclado.
Aquela menina era outra que era diferente do grupo e só frequentava esse lugar porque o pai dela era um carrasco que tbém obrigava ela a ir, pq achava importante ela ir... sendo que ela detestava ir. Talvez inconscientemente rolava essa empatia... A menina era legalzinha, tinha uma conversa muito boa e fez o meu final de dia.

Quando eu estava prestes a ir para o Japão, ela me convidou um dia para eu ver ela tocar piano no conservatório da escola. Aí eu ia lá uma vez por semana para conversar com ela.... tipo, me interessei por ela, mas não me declarei na época.
O que aconteceu é que no Japão, eu trocava cartas com um amigo... e nessa carta eu falei dela, e de uma poesia que tinha feito dessa época.. mas eram águas passadas.
O maluco, sem me pedir autorização, falou com ela por e-mail e disse que eu tinha escrito um poema pra ela... do qual jamais chegou em suas mãos... pq eu não enviei, não salvei... e era uma poesia bem ruinzinha.. mas pense a vontade que ela teve de ler do que se tratava, pois, qual mulher que recebe uma poesia hj?ou durante a vida? Poesia das boas, inspirada em alguém, só escrevi uma em minha vida, da qual eu considero minha obra prima.

Mas enfim... essa história ficou nessa pendência...
Uma vez, relembrando as memórias amargas da vida, eu comentei com minha irmã que daquele grupo de tapados, uma das poucas pessoas que se salvava era essa menina aê.. ela era diferente, não era mais um cãozinho adestrado daquele sistema.. pela conversa que eu tive com ela deu pra perceber. Falei assim, nesse tom....

Nesse ano teve evento lá e minha irmã teve que participar como voluntária, embora, as lembranças que ela guarda desse local tbém lhe são traumáticas.
Ela me falou que veio uma pessoa perguntar por mim... eu disse, éh mulher? Ela disse.. não...
E eu disse, então, não me interessa...
Mas ela me trollou mesmo assim, dizendo que foi o cara que era um traíra, que me dava umas pauladas por trás na epoca, do qual eu não guardo ressentimento. Me dizendo, que o cara me ama,,,, que isso tudo é amor...

Tbém nesse evento a tal menina que eu falei, reconheceu minha irmã e foi falar com ela. Minha irmã não a reconheceu, mas logo, a reconheceu.. ela nunca havia conversado com ela... mas ela foi falar com minha irmã, éh o jeito dela, espontânea de ser...
Daí minha irmã solta a seguinte para quebrar o gelo:
-Po, meu irmão fala de vc direto!!!Sempre fala de vc!!

Putz, mentira.. tbém não éh assim. Eu só comentei algumas vezes, como relatei... Dae pensei.. mano, acho que a mina acha que eu amo ela até hj... faz uns 10 anos, que tudo o que eu disse ocorreu, e ela tá achando que to pensando nela até hj...

Aff, fiquei putaço.. mas deixa ela pensar néh..kkkkkk. mal não vai fazer.

Portanto, não confie no que as pessoas dizem.. elas exageram demais. Fim.

sábado, 15 de julho de 2017

Musa inspiradora

Como posso ser poeta sem ter uma musa inspiradora?

Poderia escrever sobre minha vida, mas não tive vida.
Poderia escrever sobre a minha não vida, mas só sobraria o amargor.
Chegou um tempo em que eu escrevi tanto sobre o meu amargor, que perdi a vida.
Não só perdi a vida, mas perdi-me na vida.

Mas mesmo assim... gostava das palavras e sempre quis ter mulheres. Mas para ter mulheres não basta só palavras, tem de ter dignidade. Antes dignidade do que saber dizer.

Eu fui um tolo arrogante... achei que poderia me esconder atrás de poemas. Tentei dizer palavras belas e escrever sobre a inspiração de minha vida... mas como??? Era tudo mentira. Era imitação. Era limitação.

Escrevi poemas que não foram lidos. Toquei uma música, sem afinação e ritmo. Tentei amar mas era apego. E no meu ressentimento, apenas colhi escuridão. Escolhi escuridão, não solicitude, solidez.
Solidão... Solicitude e avidez...

No tédio, venho nesse blog me expressar. Tento escrever sobre qualquer coisa. Tento ser o tal Sábio Perdido.., mas estou perdido sem sabedoria...não em sabedoria...
Queria escrever mais um poema... talvez um único poema...mas sem ter do que falar, tudo é silêncio. Antes fosse silêncio se não fosse angústia...

E quando tento escrever, é do passado..é dos seus olhos que me fitaram. É onde eu mergulhei meu desespero, meu desamparo. É um instante eternizado?
Seus olhos foram o descanso de um instante. Seu perfume foi um respiro, seu sorriso meu último suspiro, sua voz a última canção.

Você é minha eterna musa inspiradora...é a esperança perdida, é meu último poema.
Foi um instante de alegria e uma eterna agonia.

Perdido no meio de tanta informação

Abro o Youtube e não sei que fazer em meio a tanta informação.

Será que é sinal de velhice ou bom senso??? Essa questão sempre me pega.

Tudo aquilo que é parte faz parte de um todo... de um contexto. O que  a internet trouxe de liberdade tbém ao mesmo tempo trouxe de fragmentação.
Difícil em meio a tantas opções, por exemplo, na música... ouvir um álbum inteiro, como fazíamos antigamente.

A gente ganhava aquele disco e era obrigado a ouvir e se apegar a todas as músicas... já que não era tão acessível assim. ouvia-se rádio... ou apenas o disco...  e aos poucos, a música preferida se tornava parte de uma obra inteira, de uma história... o álbum conceito.

Mas agora... eu me perco e não sei o que faço quando quero ouvir um som. Minha mente tbém se fragmentou e não consegue mais focar... são tantas opções, estilos... facilidades.

Sinto nisso uma escuta pobre. Tudo parece, tudo carece... é a sensação que eu tenho.
É velhice ou bom senso?? Sinceramente não sei.