Quando a embriaguez acaba, termina junto minha inspiração
As máscaras e os muros que construí voltam a me dominar
sábado, 17 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Confissão
Olha, preciso te confessar...
O quanto eu preciso me proteger. O quanto o medo fala mais alto em mim. O quanto tenho desconfiado de todo o mundo. O quanto isso tem me cansado.
Não tem sido fácil largar meu orgulho e minha pretensão. Não tem sido fácil conviver com as pessoas mais próximas. E fingir ser paciente e elegante.
Quero largar meus sonhos. Quebrar minhas máscaras. Pisar em falso.
Vou viver minha derrota e importência. Vou ser honesto com minhas expectativas e carências. Vou viver minha fragilidade sem expectativas de encontrar a força.
E te confesso que posso não conseguir...
O quanto eu preciso me proteger. O quanto o medo fala mais alto em mim. O quanto tenho desconfiado de todo o mundo. O quanto isso tem me cansado.
Não tem sido fácil largar meu orgulho e minha pretensão. Não tem sido fácil conviver com as pessoas mais próximas. E fingir ser paciente e elegante.
Quero largar meus sonhos. Quebrar minhas máscaras. Pisar em falso.
Vou viver minha derrota e importência. Vou ser honesto com minhas expectativas e carências. Vou viver minha fragilidade sem expectativas de encontrar a força.
E te confesso que posso não conseguir...
terça-feira, 22 de abril de 2014
O vento
Da lisa face branda, branca lisa
Que o vento oportunista acaricia
E rouba o perfume dos cabelos
Que outrora repousavam brandamente
Eu faço um canto louco, desvairado
Não pude ser o ar em movimento
nem sopro de esperança afetivo
Só fui um rosto em treva ao luar sinistro
E ao voltar a minha mesa, abatido
Soprei como um insano versos loucos
Na mesa as folhas voavam e era o vento
Que volvia novamente pra zombar-me
E imperdoavelmente foi falando
Oh vate! os teus sopros nada valem!
Confusão
Fazia sol e chovia
O dia estava quente
A água estava fria
Meus olhos pranteavam
Minha alma sorria
E na chuva
Brincavam as meninas
Que ao ar inocente de um novo dia
Banhavam-se na chuva de verão
O arco-íris cruzava o céu mimoso
Imenso, azul, anil e vigoroso
No alto da montanha eu contemplava
e a benta gota dágua resvalava
Eram anjos inocentes
Confundiam a minha mente
Na chuva fria
No dia quente.
O bom religioso
Ia a igreja pra catar as menininhas
Também jogava um charme nas freiras bonitinhas
Confessava ao padre meus pecados sexuais
E assim me convidavam pras orgias semanais
Fazia catecismo, fingia-me resignado
E assim todas as virgens por mim se apaixonavam
Chegava em minha casa e não lia os livros certos
Era o Byron Brasileiro e o Boca do Inferno!
Era eu o mais querido da igreja
Contudo nos fins de semana
Usava drogas e me entupia com cerveja
Santificada seja a freira que me almeja
Gozarás em minha cama
Que assim seja!
Feliz Aniversário
Comemorei meu aniversário
Entre fantasmas mercenários, abraços pagos e comprimentos dúbios
No galpão sombrio e improvisado
a música era fúnebre e a pista de dança vazia
Entediados e já de estômago cheios
todos esperavam ansiosamente o corte do bolo
Trouxeram-me então as velas negras moldadas com meus anos passados
Nelas, atearam a chama do desprezo que reacendia mais ardente e vigorosa
a cada sopro meu.
Cortei o bolo como um suicida corta os próprios pulsos
e sem ter a quem dedicar o primeiro pedaço
ofereci a mim mesmo a primeira fatia
Sentei-me solitário e contemplei cada travo de meus anos passados
Para depois deitar em minha cama decrépita
e receber meu único e derradeiro presente
Um terrível pesadelo !
Quatro dias embriagado
Quando bebo não preciso de teus beijos
Que a espuma é tão macia qual seus lábios
E o álcool que passeia em minhas veias
São mais quentes e afáveis que teu braços
Quatro latas de cerveja custam pouco
Ao contraste de uma noite ao teu lado
Que ciciar o abrir de uma lata
Mais suave que uma longa serenata
E o dourado que o copo vítreo encerra
tem mais brilho do que o ouro que se esmera
E aquece mais que o sol da primavera
No meu quarto obscuro eu bebo tanto
E na minha embriaguez meus sonhos cantam
Não preciso de amigos, poesia
Estou bêbado e a arte me é inútil !
Enquanto a bebida me aquece
Não preciso de você
Vê se me esquece !
Que a espuma é tão macia qual seus lábios
E o álcool que passeia em minhas veias
São mais quentes e afáveis que teu braços
Quatro latas de cerveja custam pouco
Ao contraste de uma noite ao teu lado
Que ciciar o abrir de uma lata
Mais suave que uma longa serenata
E o dourado que o copo vítreo encerra
tem mais brilho do que o ouro que se esmera
E aquece mais que o sol da primavera
No meu quarto obscuro eu bebo tanto
E na minha embriaguez meus sonhos cantam
Não preciso de amigos, poesia
Estou bêbado e a arte me é inútil !
Enquanto a bebida me aquece
Não preciso de você
Vê se me esquece !
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