sábado, 18 de janeiro de 2014

Intensidade

Essa última semana foi intensa pra mim. Coisas aparentemente simples aconteceram, mas que me marcaram muito.

Meu peito pulsa uma ansiedade, uma intensidade se não sei se é dor ou prazer. É agitação louca. É algo preso que quer sair. 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mantra II

Esse é um mantra que tenho de repetir sempre pra mim mesmo:

Você quer estar certo, ou vc quer estar na paz?


domingo, 27 de outubro de 2013

Mantra


"Basta! Não pretendo mais ser o grande Juiz que está sempre contra mim. Não pretendo mais bater em mim mesmo ou me fazer sofrer. Não farei mais parte da Vítima". 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Amizade ou não, o que importa?

Hoje me espanta que ainda há pessoas que me aceitam e me admiram do jeito que eu sou.
Quando percebi isso, me bateu uma emoção e uma coragem intensos.

Porque nessas relações, sinto que há uma verdade pulsante. No meu atual estado, há pouco o que as pessoas que estão ao meu redor possam usufruir. Tenho tido muito pouco a oferecer. Não tenho fama, não tenho riqueza e nem sequer estou empregado. Tenho apenas sido eu mesmo e de certa forma, sido aceito por isso. E compreendido tbém.

...

Às vezes isso se torna recíproco da minha parte. Um amigo me ligou e me contou que se sentia fracassado por não ter conquistado seus objetivos. Abandonou todos os projetos e agora, apesar de sua crise... havia uma paz grande em si mesmo. Assustadoramente.

Nunca o julguei pelos caminhos que ele trilhou. Equivocado ou não, sempre admirei sua coragem por trilhar o que ele julgou ser verdadeiro. E é isso que mantém sua dignidade, apesar de ele não ter apresentado êxitos.
Sucesso ou êxito é relativo... pra mim, o sucesso é irrelevante se a felicidade e a dignidade dentro de si não estão em consonância.

E é isso de fato o que eu sinto... falei não pra agradar. Independente do que ele seja, pra mim ele sempre continuará sendo a mesma pessoa.







quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Liberdade

Contemplei todas as formas de expectativas que tive em relação a gostar de alguém. 
Hoje abriu-se uma percepção que eu já havia lido em ensinamentos espirituais. Mas que talvez saiu do plano do teórico e implantou-se no plano da compreensão. Aliás, todo ensinamento deve ser encarado como vivência, não algo separado de nós. 
Por ensinamentos espirituais tenha a compreensão de que isso é apenas um mero rótulo. 

Mas voltando...

É estranho quando vemos qualidades em alguém, principalmente no plano superficial de beleza e qualidades, o primeiro impulso que me toma é aprisionar a pessoa. Aprisionar no sentido de esperar que ela faça parte de todos os momentos importantes da minha vida. Que suas qualidades preencham o vazio que eu não consigo preencher em mim mesmo. 

De que forma eu tenho que olhá-la? Essa é uma pergunta da qual a resposta me vem como uma intuição, no meio de uma nebulosa. Não ficou claro ainda pra mim. Mas aos poucos vai se desanuviando... 

Hoje, ao ver uma pessoa da qual me agradou muito... e da qual eu vi claramente que ela possuía talentos dos quais me fizeram suspirar.. talvez uma leve beleza... pude perceber o impulso de amarrá-la em minhas expectativas. Lembrei de outras ocasiões onde a experiência que tive, quando houve a mesma expectativa, terminou em dor. Em dor que eu provoquei, na dor que tbém senti. A vergonha que me tomou depois, e a tristeza de saber que no fundo... não fiz com intenção, mas agi através da ignorância. 

Depois de erguer mil barreiras, ficar sozinho... sentir a repulsa e a inconveniência de dias muito solitários. De ir me acostumando com a dor aguda da angústia e ansiedade... Aos poucos vou retomando a sanidade e me distanciando de mim mesmo. Vejo as pessoas através de mim, não como apenas algo externo a mim. 
E disso talvez venha essas impressões que compartilho nesse blog que ninguém lê. 

Da próxima vez que eu me apaixonar, terei de estar atento... 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Todos os dias (cansaço)

Um descanso. Apenas um descanso, era tudo o que queria.

Todos os dias se tornam cansativos em uma rotina competitiva. Essa foi a primeira percepção que mudaria a sua vida.

Sentira que perdera sua essência. Talvez a experimentara quando criança.

Percebeu se transformara em apenas um número. Um soldado. Uma identidade confusa e sem valor. Seu cotidiano virou semestres escolares.  A sensação de provar algo para alguma instituição, alguém ou qualquer coisa intangível havia se instalado nele como uma programação. Mais do que isso, era aparentemente orgânico.
Apresentar resultados. Apresentar vitórias. Pôr uma máscara para obter conquistas. Sentindo que as maiores conquistas, mais tarde se tornariam um grande vazio. Um ciclo vicioso que não o preenchia. Um desgaste sem sentido... Uma luta não ganha...de um inimigo imaginário.

Em seu coração pulsava algo maior. Maior do que todas as pessoas eram e todas as ambições falsas que um dia ele teve. Se ele pudesse apenas Ser. Ser ele mesmo... independente de tudo, ficar em paz consigo, era uma ideia intuitiva.
No meio da confusão de São Paulo, nas ruas agitadas, nos transportes coletivos... como boiada...
Ele parou por um instante e se perguntousobre aquela loucura toda. E essa loucura o havia tomado também. Uma sensação de que aquilo tudo não significava nada o sufocava.

Todos seguindo o mesmo caminho. Cobrando um dos outros. Provando um para os outros. E a tal felicidade escorrendo de seus dedos. Dentro de cada coração um protesto silencioso e adormecido.
Dentro de cada um uma infelicidade inerente. Apenas aliviada com mais vitórias. Mais conquistas. Mais  jogos. Mais promoções...

Onde estaria o valor dessas pessoas? Onde estaria o valor de uma vida para tudo isso?

Quando questionou isso, ninguém o entendera. Dali começaria sua jornada em busca da loucura. Ou de  para alguns poucos, de sua sanidade.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Se eu pudesse

Eu não soube dizer palavras doces, nem ternas. Não soube confortá-la. E me silenciei.

Senti culpa, senti impotência. Gostaria de transformar meu coração de pedra em algo mais maleável.