"Basta! Não pretendo mais ser o grande
Juiz que está sempre contra mim. Não pretendo mais bater em mim
mesmo ou me fazer sofrer. Não farei mais parte da Vítima".
domingo, 27 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Amizade ou não, o que importa?
Hoje me espanta que ainda há pessoas que me aceitam e me admiram do jeito que eu sou.
Quando percebi isso, me bateu uma emoção e uma coragem intensos.
Porque nessas relações, sinto que há uma verdade pulsante. No meu atual estado, há pouco o que as pessoas que estão ao meu redor possam usufruir. Tenho tido muito pouco a oferecer. Não tenho fama, não tenho riqueza e nem sequer estou empregado. Tenho apenas sido eu mesmo e de certa forma, sido aceito por isso. E compreendido tbém.
...
Às vezes isso se torna recíproco da minha parte. Um amigo me ligou e me contou que se sentia fracassado por não ter conquistado seus objetivos. Abandonou todos os projetos e agora, apesar de sua crise... havia uma paz grande em si mesmo. Assustadoramente.
Nunca o julguei pelos caminhos que ele trilhou. Equivocado ou não, sempre admirei sua coragem por trilhar o que ele julgou ser verdadeiro. E é isso que mantém sua dignidade, apesar de ele não ter apresentado êxitos.
Sucesso ou êxito é relativo... pra mim, o sucesso é irrelevante se a felicidade e a dignidade dentro de si não estão em consonância.
E é isso de fato o que eu sinto... falei não pra agradar. Independente do que ele seja, pra mim ele sempre continuará sendo a mesma pessoa.
Quando percebi isso, me bateu uma emoção e uma coragem intensos.
Porque nessas relações, sinto que há uma verdade pulsante. No meu atual estado, há pouco o que as pessoas que estão ao meu redor possam usufruir. Tenho tido muito pouco a oferecer. Não tenho fama, não tenho riqueza e nem sequer estou empregado. Tenho apenas sido eu mesmo e de certa forma, sido aceito por isso. E compreendido tbém.
...
Às vezes isso se torna recíproco da minha parte. Um amigo me ligou e me contou que se sentia fracassado por não ter conquistado seus objetivos. Abandonou todos os projetos e agora, apesar de sua crise... havia uma paz grande em si mesmo. Assustadoramente.
Nunca o julguei pelos caminhos que ele trilhou. Equivocado ou não, sempre admirei sua coragem por trilhar o que ele julgou ser verdadeiro. E é isso que mantém sua dignidade, apesar de ele não ter apresentado êxitos.
Sucesso ou êxito é relativo... pra mim, o sucesso é irrelevante se a felicidade e a dignidade dentro de si não estão em consonância.
E é isso de fato o que eu sinto... falei não pra agradar. Independente do que ele seja, pra mim ele sempre continuará sendo a mesma pessoa.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Liberdade
Contemplei todas as formas de expectativas que tive em relação a gostar de alguém.
Hoje abriu-se uma percepção que eu já havia lido em ensinamentos espirituais. Mas que talvez saiu do plano do teórico e implantou-se no plano da compreensão. Aliás, todo ensinamento deve ser encarado como vivência, não algo separado de nós.
Por ensinamentos espirituais tenha a compreensão de que isso é apenas um mero rótulo.
Mas voltando...
É estranho quando vemos qualidades em alguém, principalmente no plano superficial de beleza e qualidades, o primeiro impulso que me toma é aprisionar a pessoa. Aprisionar no sentido de esperar que ela faça parte de todos os momentos importantes da minha vida. Que suas qualidades preencham o vazio que eu não consigo preencher em mim mesmo.
De que forma eu tenho que olhá-la? Essa é uma pergunta da qual a resposta me vem como uma intuição, no meio de uma nebulosa. Não ficou claro ainda pra mim. Mas aos poucos vai se desanuviando...
Hoje, ao ver uma pessoa da qual me agradou muito... e da qual eu vi claramente que ela possuía talentos dos quais me fizeram suspirar.. talvez uma leve beleza... pude perceber o impulso de amarrá-la em minhas expectativas. Lembrei de outras ocasiões onde a experiência que tive, quando houve a mesma expectativa, terminou em dor. Em dor que eu provoquei, na dor que tbém senti. A vergonha que me tomou depois, e a tristeza de saber que no fundo... não fiz com intenção, mas agi através da ignorância.
Depois de erguer mil barreiras, ficar sozinho... sentir a repulsa e a inconveniência de dias muito solitários. De ir me acostumando com a dor aguda da angústia e ansiedade... Aos poucos vou retomando a sanidade e me distanciando de mim mesmo. Vejo as pessoas através de mim, não como apenas algo externo a mim.
E disso talvez venha essas impressões que compartilho nesse blog que ninguém lê.
Da próxima vez que eu me apaixonar, terei de estar atento...
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Todos os dias (cansaço)
Um descanso. Apenas um descanso, era tudo o que queria.
Todos os dias se tornam cansativos em uma rotina competitiva. Essa foi a primeira percepção que mudaria a sua vida.
Sentira que perdera sua essência. Talvez a experimentara quando criança.
Percebeu se transformara em apenas um número. Um soldado. Uma identidade confusa e sem valor. Seu cotidiano virou semestres escolares. A sensação de provar algo para alguma instituição, alguém ou qualquer coisa intangível havia se instalado nele como uma programação. Mais do que isso, era aparentemente orgânico.
Apresentar resultados. Apresentar vitórias. Pôr uma máscara para obter conquistas. Sentindo que as maiores conquistas, mais tarde se tornariam um grande vazio. Um ciclo vicioso que não o preenchia. Um desgaste sem sentido... Uma luta não ganha...de um inimigo imaginário.
Em seu coração pulsava algo maior. Maior do que todas as pessoas eram e todas as ambições falsas que um dia ele teve. Se ele pudesse apenas Ser. Ser ele mesmo... independente de tudo, ficar em paz consigo, era uma ideia intuitiva.
No meio da confusão de São Paulo, nas ruas agitadas, nos transportes coletivos... como boiada...
Ele parou por um instante e se perguntousobre aquela loucura toda. E essa loucura o havia tomado também. Uma sensação de que aquilo tudo não significava nada o sufocava.
Todos seguindo o mesmo caminho. Cobrando um dos outros. Provando um para os outros. E a tal felicidade escorrendo de seus dedos. Dentro de cada coração um protesto silencioso e adormecido.
Dentro de cada um uma infelicidade inerente. Apenas aliviada com mais vitórias. Mais conquistas. Mais jogos. Mais promoções...
Onde estaria o valor dessas pessoas? Onde estaria o valor de uma vida para tudo isso?
Quando questionou isso, ninguém o entendera. Dali começaria sua jornada em busca da loucura. Ou de para alguns poucos, de sua sanidade.
Todos os dias se tornam cansativos em uma rotina competitiva. Essa foi a primeira percepção que mudaria a sua vida.
Sentira que perdera sua essência. Talvez a experimentara quando criança.
Percebeu se transformara em apenas um número. Um soldado. Uma identidade confusa e sem valor. Seu cotidiano virou semestres escolares. A sensação de provar algo para alguma instituição, alguém ou qualquer coisa intangível havia se instalado nele como uma programação. Mais do que isso, era aparentemente orgânico.
Apresentar resultados. Apresentar vitórias. Pôr uma máscara para obter conquistas. Sentindo que as maiores conquistas, mais tarde se tornariam um grande vazio. Um ciclo vicioso que não o preenchia. Um desgaste sem sentido... Uma luta não ganha...de um inimigo imaginário.
Em seu coração pulsava algo maior. Maior do que todas as pessoas eram e todas as ambições falsas que um dia ele teve. Se ele pudesse apenas Ser. Ser ele mesmo... independente de tudo, ficar em paz consigo, era uma ideia intuitiva.
No meio da confusão de São Paulo, nas ruas agitadas, nos transportes coletivos... como boiada...
Ele parou por um instante e se perguntousobre aquela loucura toda. E essa loucura o havia tomado também. Uma sensação de que aquilo tudo não significava nada o sufocava.
Todos seguindo o mesmo caminho. Cobrando um dos outros. Provando um para os outros. E a tal felicidade escorrendo de seus dedos. Dentro de cada coração um protesto silencioso e adormecido.
Dentro de cada um uma infelicidade inerente. Apenas aliviada com mais vitórias. Mais conquistas. Mais jogos. Mais promoções...
Onde estaria o valor dessas pessoas? Onde estaria o valor de uma vida para tudo isso?
Quando questionou isso, ninguém o entendera. Dali começaria sua jornada em busca da loucura. Ou de para alguns poucos, de sua sanidade.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Se eu pudesse
Eu não soube dizer palavras doces, nem ternas. Não soube confortá-la. E me silenciei.
Senti culpa, senti impotência. Gostaria de transformar meu coração de pedra em algo mais maleável.
Senti culpa, senti impotência. Gostaria de transformar meu coração de pedra em algo mais maleável.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A felicidade
A felicidade tem espaço em todos os corações. É do direito de todos merecer bons momentos.
Realizar os desejos da alma. Criar novas realidades compassivas.
Como em um mantra que quebra bloqueios. Eu repito pra mim mesmo. Paz em mim e paz em você.
Assim o sorriso alheio não me aborrece. Simplesmente confio no fluir das coisas. Seguindo um trajeto desconhecido, que abre os caminhos para inspiração. Que todos perseguem e compartilham.
Enfim paz. Sempre sabedoria.
Realizar os desejos da alma. Criar novas realidades compassivas.
Como em um mantra que quebra bloqueios. Eu repito pra mim mesmo. Paz em mim e paz em você.
Assim o sorriso alheio não me aborrece. Simplesmente confio no fluir das coisas. Seguindo um trajeto desconhecido, que abre os caminhos para inspiração. Que todos perseguem e compartilham.
Enfim paz. Sempre sabedoria.
Jd Yolanda.
A viu entrar. Como num choque de realidade a beleza daquela moça contrastava com o dia frio e cinzento. Traduziu seu espanto num único pensamento-palavra: Nossa! Que linda.
Como nunca havia visto aquela menina que usava o mesmo uniforme que o dele? Estava delirando? Não era delírio, aquele ser era real.
Tudo pareceu se iluminar. Num misto de paz e confusão. Um anjo, parecia um anjo. Cabelos loiros e olhos excessivamente verdes. Nunca havia fitado olhos como aqueles. Eram pedras preciosas cuidadosamente colocadas num anjo de marfim. Um anjo sem asas. Olhou sobre sua cabeça e não havia auréola também.
Era como naquelas histórias de filmes da sessão da tarde, onde o garoto mais feio, mais sem graça tem a oportunidade única de conhecer a menina mais bonita da escola.
Naquele dia, trocaram algumas palavras. No outro, se entreolharam. E no subsequente ele desviou do olhar, não conseguiu encará-la. E no outro, não se entreolhavam mais.
A vida não é roteiro de cinema, aprendeu. Escreveu-lhe um poema. Foi apenas uma forma de canalizar seu desejo, sua impressão como sempre, platônica.
Quinze anos depois, folheando seus cadernos, aquele poema ainda estava lá. Apesar da época ser um adolescente ingênuo, as palavras não eram precoces. Era um poema barroco. Na qual o anjo vaporoso é ao mesmo tempo a paz e perturbação. Amor versus Desejo. Idealização e Realidade contrapunham se em versos.
Hoje, mais pé no chão com outras ideias e perspectivas leu o poema. Sem interesse nenhum a procurou nas redes sociais. Viu seu perfil. Continua a mesma. Recém casada. Isso pouco lhe importava. Queria que o poema chegasse ao seu conhecimento. E chegou.
De todos os poemas de suas musas, enfim, um chegou aos braços e cumpriu o seu propósito. Ela lhe respondeu, agradeceu. Ele respirou aliviado e sorriu.
Como nunca havia visto aquela menina que usava o mesmo uniforme que o dele? Estava delirando? Não era delírio, aquele ser era real.
Tudo pareceu se iluminar. Num misto de paz e confusão. Um anjo, parecia um anjo. Cabelos loiros e olhos excessivamente verdes. Nunca havia fitado olhos como aqueles. Eram pedras preciosas cuidadosamente colocadas num anjo de marfim. Um anjo sem asas. Olhou sobre sua cabeça e não havia auréola também.
Era como naquelas histórias de filmes da sessão da tarde, onde o garoto mais feio, mais sem graça tem a oportunidade única de conhecer a menina mais bonita da escola.
Naquele dia, trocaram algumas palavras. No outro, se entreolharam. E no subsequente ele desviou do olhar, não conseguiu encará-la. E no outro, não se entreolhavam mais.
A vida não é roteiro de cinema, aprendeu. Escreveu-lhe um poema. Foi apenas uma forma de canalizar seu desejo, sua impressão como sempre, platônica.
Quinze anos depois, folheando seus cadernos, aquele poema ainda estava lá. Apesar da época ser um adolescente ingênuo, as palavras não eram precoces. Era um poema barroco. Na qual o anjo vaporoso é ao mesmo tempo a paz e perturbação. Amor versus Desejo. Idealização e Realidade contrapunham se em versos.
Hoje, mais pé no chão com outras ideias e perspectivas leu o poema. Sem interesse nenhum a procurou nas redes sociais. Viu seu perfil. Continua a mesma. Recém casada. Isso pouco lhe importava. Queria que o poema chegasse ao seu conhecimento. E chegou.
De todos os poemas de suas musas, enfim, um chegou aos braços e cumpriu o seu propósito. Ela lhe respondeu, agradeceu. Ele respirou aliviado e sorriu.
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