É recorrente eu chegar aqui e tentar escrever sobre minha experiência musical.
Tentei aprender violão, mas na verdade o que eu tava em busca era aprender a linguagem musical.
Mas trazendo mais pra trás, na verdade eu queria é achar alguma ferramenta de expressão artística.
Em todas as atividades artísticas que me engajei... fracassei.
Quando pequeno eu tentava desenhar... depois veia a música.. e depois eu tentei a escrita.
Demorei anos para perceber certos problemas que haviam comigo... sempre me perguntei por qual motivo eu não conseguia me desenvolver em nada.
A verdade é que hj, eu penso que o autoconhecimento precede a expressão artística...
Alguns tem naturalmente uma tendência a saber se comunicar ou se expressar seja qual ferramenta que for, ou aquela que melhor se identifica.
Eu não se explicar direito... a verdade é que desde a pré adolescência aconteceu comigo uma desconexão. Talvez por alguns traumas que eu passei.. eu meio que me desliguei de minha sensação, de minha alma.
Eu vejo assim... vc tem a inteligência conceitual... e essa é muito estimulada no processo de educação ocidental. Mas existe a inteligência emocional.. esta é negligenciada..
Mesmo matérias como arte na escola... não é bem direcionada.. no fim, eles empurram em vc mais e mais conceitos, mais e mais cobranças, que no fim vira só mais uma ferramenta de opressão, o que seria para ser uma libertação... ou um estímulo ao espírito crítico, criação... etc.
Com meditação fui aos poucos descobrindo o que é expressão... acontece é que eu me reprimi tanto, durante tanto tempo.. que tudo o que fazia, toda a atividade... era sem expressão... e sem vida.
Cadáver vivo, ou robô... assim, eu fui vivendo.. não sei explicar com palavras... só quem passou por isso, pode saber o que éh.Tem gente que é assim, mas não se percebe.
Quando aos poucos vou recuperando a minha capacidade de expressão... vejo o quanto é natural... vc querer se expressar de alguma maneira.. seja pela fala, pelo corpo... ou pelo som...
E é aí que gostaria de enfatizar... vc pode estimular alguém a tocar um instrumento, a dançar ou seja lá o que for...
mas o mais importante... é primeiro que o indivíduo se conecte com aquilo que é mais básico nele... a expressão, a emoção.. o sentimento.. em contato com isso, e conhecendo bem isso... naturalmente ele vai buscar uma ferramenta para se expressar.
Aí sim faz sentido ele fazer estudos.. entra a técnica... que seria ele aumentar sua capacidade de repertório, e a eficiência com que ele irá transmitir sua mensagem. Ou seja, ele vai expressar aquilo que não tem como descrever em palavras, imagens... aquilo que não se dá pra conceituar.
O que sinto, é que eu fiz o processo contrário.. me enchi de conceitos e conhecimento, antes de tentar achar em mim mesmo, a minha própria experiência.. como se arte, fosse uma forma... uma fórmula...
mas não éh.
Deve ser por isso que como seres humanos, produzimos cultura.. éh uma necessidade essencial.
domingo, 23 de dezembro de 2018
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Distância
Depressão, ela te atinge... por inúmeros fatores.
Só sei que dessa experiência tiro lições.
Ninguém quer se envolver com um deprimido.. é difícil entendê-lo e fácil julgá-lo. E eu sei o quanto é difícil mesmo aturar alguém que não se atura.
Mas busquei ajuda profissional. Apesar de toda a dificuldade de sentir, ainda havia em mim uma frestinha de discernimento e consciência.
E aos poucos fui percebendo que só eu podia entender o que se passava comigo. E isso não é privilégio meu, mas só cada um pode saber o que se passa na própria cabeça... sendo experiência de dor, alegria ou prazer.
Não sei explicar, não tenho como explicar o que é não sentir. Estava em um estado de dor intenso...
Se o terapeuta não entender isso.. que simplesmente a pessoa a sua frente é um cadáver vivo... ela não tem como ajudar. E eu sei o que é sentir-se assim.
Quais os motivos que te fazem chegar a esse estado? Não sei dizer ao certo.. tenho algumas hipóteses, mas nada é simples assim.
É fato que eu me senti... de certa forma impotente e abusado psicologicamente.. Não sexualmente.. mas os sintomas que eu tive, são muito semelhantes ao que as vítimas de abuso sexual sofre.
E a pior de todas é vc mesmo se sentir culpado pela situação... ou responsabilizado por ela.
Como se vc expõe a sua dor... e no fim, vc é o culpado por sentí-la...
Uma terapeuta simplesmente me fazia sentir assim... não sei, sinceramente não sei se ela tinha ou não razão.. vou investigar isso depois... pois ainda estou no processo de curar-me..
Preciso de maturidade pra julgar isso... mas sei que vou usar esse sofrimento para entender aqueles que não são compreendidos.
Só sei que dessa experiência tiro lições.
Ninguém quer se envolver com um deprimido.. é difícil entendê-lo e fácil julgá-lo. E eu sei o quanto é difícil mesmo aturar alguém que não se atura.
Mas busquei ajuda profissional. Apesar de toda a dificuldade de sentir, ainda havia em mim uma frestinha de discernimento e consciência.
E aos poucos fui percebendo que só eu podia entender o que se passava comigo. E isso não é privilégio meu, mas só cada um pode saber o que se passa na própria cabeça... sendo experiência de dor, alegria ou prazer.
Não sei explicar, não tenho como explicar o que é não sentir. Estava em um estado de dor intenso...
Se o terapeuta não entender isso.. que simplesmente a pessoa a sua frente é um cadáver vivo... ela não tem como ajudar. E eu sei o que é sentir-se assim.
Quais os motivos que te fazem chegar a esse estado? Não sei dizer ao certo.. tenho algumas hipóteses, mas nada é simples assim.
É fato que eu me senti... de certa forma impotente e abusado psicologicamente.. Não sexualmente.. mas os sintomas que eu tive, são muito semelhantes ao que as vítimas de abuso sexual sofre.
E a pior de todas é vc mesmo se sentir culpado pela situação... ou responsabilizado por ela.
Como se vc expõe a sua dor... e no fim, vc é o culpado por sentí-la...
Uma terapeuta simplesmente me fazia sentir assim... não sei, sinceramente não sei se ela tinha ou não razão.. vou investigar isso depois... pois ainda estou no processo de curar-me..
Preciso de maturidade pra julgar isso... mas sei que vou usar esse sofrimento para entender aqueles que não são compreendidos.
sábado, 15 de setembro de 2018
Acolher
Fiz metade de um curso....
E uma das propostas desse curso.. era já de início, lembrar um momento em que vc se sentiu verdadeiramente acolhido em um momento de sua vida e trazer esse sentimento a tona, para que isso seja uma motivação para que vc mesmo tenha essa postura de acolhimento para todos os seres do Universo.
Tive dificuldade para relembrar um momento que realmente foi marcante para mim, nesse sentido. E por incrível que possa parecer... as referências que eu tive, não foi no âmbito familiar.
Como sou descendente de japoneses, sei das dificuldades que alguns japoneses tem de demonstrar sentimentos e por mais que eles te amem, eles não demonstram...e vc atravessa a vida, se sentindo abandonado como se nunca tivesse sido verdadeiramente amado.
Sim, posso dizer... é uma cultura que prioriza suas responsabilidades ao invés das emoções. Sempre acreditei que cumprindo todas as minhas obrigações seria amado... mas como sou uma pessoa frágil e com diversas dificuldades, é lógico que não consegui dar conta de todas as demandas que me eram impostas.. logo, sofri com as repressões com que minha cultura e a bolha que vivi me impôs.
Ainda estou confuso... Pois quero realmente sair da bolha e repensar nas posturas que acredito...
Quando tentei lembrar de algum momento em que realmente me senti acolhido... foram pequenos atos que não foram tão marcantes assim.. mas que me surpreenderam.
Um ato simples do cotidiano.. apenas um olhar doce... aconteceu.. mas a vida seguiu.. e eu segui com meu coração de pedra...
Lembro que por responsabilidade minha... estava de recuperação em 5 matérias... mas isso tbém era produto de minha depressão e falta de interesse na vida, por dificuldades que passava em família.. relacionamento abusivo e agressivo...
Então estava sentado esperando falar com o diretor da escola.. quando uma menina que pegava ônibus comigo.. me viu sentado e puxou conversa...
E ela me perguntou o que estava fazendo ali... e eu disse a ela... que estava recorrendo para o conselho de classe, para que eu pudesse ao menos ter a chance de fazer a recuperação para passar de ano...
Ela disse que eu conseguiria sim passar nesse conselho e que ia dar tudo certo....
Estranhei essa postura dela... pois como disse anteriormente... nunca, jamais minha família ia me dar essa mensagem otimista.. Eles iriam dizer que eu era um vagabundo que mereceria era repetir de ano.
Mas não é em relação ao mérito que eu estou enfatizando.. mas uma postura mais compassiva que essa menina teve...Juro que me surpreendi com o que ela disse e aquilo me marcou.
Eu nunca tinha ouvido uma palavra acolhedora dessa...
Usei esse exemplo banal para fazer o exercício do curso que falei.
E uma das propostas desse curso.. era já de início, lembrar um momento em que vc se sentiu verdadeiramente acolhido em um momento de sua vida e trazer esse sentimento a tona, para que isso seja uma motivação para que vc mesmo tenha essa postura de acolhimento para todos os seres do Universo.
Tive dificuldade para relembrar um momento que realmente foi marcante para mim, nesse sentido. E por incrível que possa parecer... as referências que eu tive, não foi no âmbito familiar.
Como sou descendente de japoneses, sei das dificuldades que alguns japoneses tem de demonstrar sentimentos e por mais que eles te amem, eles não demonstram...e vc atravessa a vida, se sentindo abandonado como se nunca tivesse sido verdadeiramente amado.
Sim, posso dizer... é uma cultura que prioriza suas responsabilidades ao invés das emoções. Sempre acreditei que cumprindo todas as minhas obrigações seria amado... mas como sou uma pessoa frágil e com diversas dificuldades, é lógico que não consegui dar conta de todas as demandas que me eram impostas.. logo, sofri com as repressões com que minha cultura e a bolha que vivi me impôs.
Ainda estou confuso... Pois quero realmente sair da bolha e repensar nas posturas que acredito...
Quando tentei lembrar de algum momento em que realmente me senti acolhido... foram pequenos atos que não foram tão marcantes assim.. mas que me surpreenderam.
Um ato simples do cotidiano.. apenas um olhar doce... aconteceu.. mas a vida seguiu.. e eu segui com meu coração de pedra...
Lembro que por responsabilidade minha... estava de recuperação em 5 matérias... mas isso tbém era produto de minha depressão e falta de interesse na vida, por dificuldades que passava em família.. relacionamento abusivo e agressivo...
Então estava sentado esperando falar com o diretor da escola.. quando uma menina que pegava ônibus comigo.. me viu sentado e puxou conversa...
E ela me perguntou o que estava fazendo ali... e eu disse a ela... que estava recorrendo para o conselho de classe, para que eu pudesse ao menos ter a chance de fazer a recuperação para passar de ano...
Ela disse que eu conseguiria sim passar nesse conselho e que ia dar tudo certo....
Estranhei essa postura dela... pois como disse anteriormente... nunca, jamais minha família ia me dar essa mensagem otimista.. Eles iriam dizer que eu era um vagabundo que mereceria era repetir de ano.
Mas não é em relação ao mérito que eu estou enfatizando.. mas uma postura mais compassiva que essa menina teve...Juro que me surpreendi com o que ela disse e aquilo me marcou.
Eu nunca tinha ouvido uma palavra acolhedora dessa...
Usei esse exemplo banal para fazer o exercício do curso que falei.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Desordenado
Quando sento para escrever... E tento me expressar, sinto dificuldade.
Parece que tentamos expressar o que não dá para dizer em palavras. E ordenar coisas aleatórias que nos dão a impressão que podem ser ordenadas.
Várias sensações, memórias e impressões pululam... e as explicações que surgem não são nem de perto aquilo que eu tento descrever.
Não consigo nem sentir direito, como vou dizer... Digo aquilo que é simulação...o que é enganação... o que não vem do coração.
Parece que tentamos expressar o que não dá para dizer em palavras. E ordenar coisas aleatórias que nos dão a impressão que podem ser ordenadas.
Várias sensações, memórias e impressões pululam... e as explicações que surgem não são nem de perto aquilo que eu tento descrever.
Não consigo nem sentir direito, como vou dizer... Digo aquilo que é simulação...o que é enganação... o que não vem do coração.
Sem inserção
Vc projeta uma coisa na sua cabeça que não corresponde a realidade.
Acabei de perceber que certas pessoas que queria estar junto... são parte de uma idealização que nutri.
Enquanto eu fantasiava sobre a vida que queria levar e tudo o que eu imaginava acontecer quando estivesse inserido nesse contexto... a vida delas simplesmente seguia sem saber sequer da minha existência.
Tenho que me contentar com o repertório que eu tenho e as possibilidades reais ao meu redor... que é quase nada... meu coração é um terreno infértil...
Sou uma pessoa bem nutrida sem inserção social... sinto como se tivesse que agora, começar algo que eu não comecei.
Quando vc percebe sua real situação... honestamente... no meu caso por exemplo...
Vc tem de respirar fundo... pq aquilo que vc tem para encarar em si mesmo não é muito fácil.
Estive fora da realidade durante muito tempo... alheio... Sem entender o que ocorria ao meu redor..
Acordando todos os dias como um zumbi... cumprindo obrigações sem saber o motivo.Sem autonomia, sem espaço para ter autonomia.
Seguindo... seguindo... segundo a segundo... sem aprender, sem acolhimento e orientação...
Reprimido, oprimido e deprimido...
Dentro dessas referências eu me perdi... e agora... eu não sei, mas tento...
E agora?
Acabei de perceber que certas pessoas que queria estar junto... são parte de uma idealização que nutri.
Enquanto eu fantasiava sobre a vida que queria levar e tudo o que eu imaginava acontecer quando estivesse inserido nesse contexto... a vida delas simplesmente seguia sem saber sequer da minha existência.
Tenho que me contentar com o repertório que eu tenho e as possibilidades reais ao meu redor... que é quase nada... meu coração é um terreno infértil...
Sou uma pessoa bem nutrida sem inserção social... sinto como se tivesse que agora, começar algo que eu não comecei.
Quando vc percebe sua real situação... honestamente... no meu caso por exemplo...
Vc tem de respirar fundo... pq aquilo que vc tem para encarar em si mesmo não é muito fácil.
Estive fora da realidade durante muito tempo... alheio... Sem entender o que ocorria ao meu redor..
Acordando todos os dias como um zumbi... cumprindo obrigações sem saber o motivo.Sem autonomia, sem espaço para ter autonomia.
Seguindo... seguindo... segundo a segundo... sem aprender, sem acolhimento e orientação...
Reprimido, oprimido e deprimido...
Dentro dessas referências eu me perdi... e agora... eu não sei, mas tento...
E agora?
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Saudades do que não foi
Nem sei se o que sinto é saudade... saudade do que não aconteceu... mas ficou na minha memória como um quase...um silêncio e uma angústia em meu peito.
Uma esperança no futuro... um presente sem expectativas... uma indiferença que sempre está presente.
Um suspiro... um poema... um edema.
um sorriso que não me pertence..pele que me apetece...lábios que se emudecem.... perfume que não permanece... uma fantasia em carne e osso...
Uma esperança no futuro... um presente sem expectativas... uma indiferença que sempre está presente.
Um suspiro... um poema... um edema.
um sorriso que não me pertence..pele que me apetece...lábios que se emudecem.... perfume que não permanece... uma fantasia em carne e osso...
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
As coisas são como são
Relendo algumas postagem anteriores... percebo que eu disse coisas que não estavam em sintonia com o que eu realmente sentia...
O sentir é mais simples.. e queria escrever o que verdadeiramente eu sinto... poucas coisas....
A verdade é que as coisas são como são... ou não são coisa alguma... somos nós que damos significado para elas. Essa é a verdade.
O sentir é mais simples.. e queria escrever o que verdadeiramente eu sinto... poucas coisas....
A verdade é que as coisas são como são... ou não são coisa alguma... somos nós que damos significado para elas. Essa é a verdade.
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