Ele envolto em névoa e sombras,
Ela por doces nuvens de algodão
Ele com o rosto tenso e sisudo
Ela com serenidade no coração
Nele o uniforme roto e mal passado
Nela o mesmo,
um tecido perfumado e fino
Nele os olhos pra desabar em prantos
Nela os lábios pra desabrochar um riso
No mesmo ponto,
No mesmo tempo
No mesmo dia,
Na mesma dimensão
Asfalto batido em terra
Óleo diesel em combustão
A alma dele emperdenida
Entoa uma oração
Os dedos contando a prece
Seus lábios ardentes, hereges
Rogam-lhe pela redenção
É um anjo que desceu dos céus
Cruzou pelo seu destino
Causando-lhe desatino
Não lhe trouxe a salvação
quinta-feira, 18 de maio de 2017
quarta-feira, 10 de maio de 2017
A cidade de noite
Todos os domingos de manhã eu vou até a Vila Mariana fazer práticas religiosas. São estudos e práticas na verdade.
Semana passada tivemos excepcionalmente uma prática de noite e foi então que eu vi a beleza dos edifícios de SP. Mesmo em meio ao caos do trânsito e com a ansiedade de quem está atrasado.
A primeira vez que eu tive essa sensação foi na infância ou pré-adolescência. Ainda nosso mundinho era ficar no perímetro de nossa cidade, eu raramente andava por SP.
A história éh longa.
Tinha um cara que era muito estranho e ele era novo num grupo onde eu frequentava. Ele era muito tímido e inseguro, tinha cabelo de Xitãozinho e Xororó e todos o achavam bizarro, inclusive eu.
Ele ficava na dele, sempre...
Mas quando a vida sorri pra alguém, sorri bonito!
Tinha uma menina que frequentava esse lugar que há muito não dava as caras por lá...Era uma descendente de koreana, que até então, era considerada riquinha.... faço essa ressalva porque o parâmetro que eu tenho de gente rica hj, éh diferente que eu tinha na época... e naquele grupo de fudidos, qualquer um que tivesse dentes na boca, e um carro importado era Rei...
Pelo que eu me lembre os pais delas deviam ter uma fábrica de itens de couro... e o povo puxava o saco da menina por ter grana... hj eu diria: Bonito fazer riqueza frente ao sofrimento de animais!!!
Eis que essa menina... se apaixonou pelo cara estranho que eu falei!!!
Sempre digo que mulher não se apaixona, mulher invoca... e essa menina invocou com esse cara, não sei que diabos viu nele... talvez um potencial...ou talvez só invocação.
Ela queria dar pra esse maluco de qualquer jeito... e para realizar tal feito... organizou uma festa no salão de festas de seu apartamento... que ficava onde?? onde?? Num bairro nobre de SP!!!
Eu que sempre detestava festas fiquei puto... pq ela iria fazer um convite geral, eu não iria querer ir, mas meus pais me obrigariam a ir... seria mais uma noite enfadonha da qual eu preferia ficar em casa de boa, assistindo televisão... mas não, teria que ir pra tal festa...Pensava... se a menina quer dar para o maluco, porque tem de me meter nessa confusão..???!!! Mete com o cara, mas não me mete nessa história... ou mete só comigo..kkkkkk
Lá vai eu de novo a contragosto, num sábado a noite...cruzar SP... de carona...
Como eu estava ansioso e puto, não reparei na cidade ao meu redor...
Chego na festa.... um saco.
E a aniversariante misteriosamente some... pq será??? Subiu com o cara pro apêzinho e a noite foi uma criança... ou melhor, a noite, foi quase a geração de uma criança...
Mas até aê eu só tava puto com tudo isso.... esperando dar o tempo da festa acabar e voltar pro meu casulo. Nessa época eu era apaixonado por uma menina, aquela que ficou gordinha...
Só sei que o salão de festas estava um pouco vazio, comecei a ouvir rumores que essa menina estava ficando com um outro cara, um cara folgado que eu não gostava. Mas pensei que era apenas uma dança marota, pois, na pista já tocava uma música lenta, e provavelmente estava rolando umas danças.....
Até que eu me levanto e lembro do estacionamento e vou lá pra tomar um ar...
Eis que vejo a menina que eu era apaixonado sair da penumbra do estacionamento, com um sorriso nos lábios, andando com as mãos nos bolsos... e depois, se reagrupando com suas colegas, que esperavam por depoimentos.... estava no labirinto dos carros, escondida dando os pegas com o folgado...putz...
Vi com meus próprios olhos o sorriso malicioso da felicidade... aquilo cortou meu coração....
Creio que simultaneamente, a koreana transava loucamente com o Xitãozinho e Xororó'... lá no apartamento...
Depois dessa noite o 'Xitãozinho e Xororó' se transformou!!
A primeira transa, verdadeiramente transforma um menino num cidadão... o cara, no dia seguinte cortou o cabelo... e se soltou.... Ficou mais extrovertido, alegre e virou uma liderança no grupo... virou o macho alpha... Com certeza ele traçou a koreana naquela noite e sua felicidade irradiou durante algum tempo...Porrrra, nem pra dÊsfarçar um pouco néhh...hahhahaha
Fiquei pensando: Putz, como uma mulher pode transformar um cara.
Na festa eu fiquei com cara de cu... faltava um tempo para a ela terminar... minha primeira decepção amorosa... Indigestão amorosa...hehehee
E foi na volta que eu pode contemplar a beleza de SP eu seus arranha-céus... a noite estava linda, iluminada pelas luzes dos prédios, pelas ruas desertas, e as torres de transmissão.... fiquei com a cabeça pendida no vidro do carro no caminho de volta, contemplando aquela beleza e com um sentimento de que a vida era dolorosa... Aquela paisagem era meu único conforto.
Semana passada tivemos excepcionalmente uma prática de noite e foi então que eu vi a beleza dos edifícios de SP. Mesmo em meio ao caos do trânsito e com a ansiedade de quem está atrasado.
A primeira vez que eu tive essa sensação foi na infância ou pré-adolescência. Ainda nosso mundinho era ficar no perímetro de nossa cidade, eu raramente andava por SP.
A história éh longa.
Tinha um cara que era muito estranho e ele era novo num grupo onde eu frequentava. Ele era muito tímido e inseguro, tinha cabelo de Xitãozinho e Xororó e todos o achavam bizarro, inclusive eu.
Ele ficava na dele, sempre...
Mas quando a vida sorri pra alguém, sorri bonito!
Tinha uma menina que frequentava esse lugar que há muito não dava as caras por lá...Era uma descendente de koreana, que até então, era considerada riquinha.... faço essa ressalva porque o parâmetro que eu tenho de gente rica hj, éh diferente que eu tinha na época... e naquele grupo de fudidos, qualquer um que tivesse dentes na boca, e um carro importado era Rei...
Pelo que eu me lembre os pais delas deviam ter uma fábrica de itens de couro... e o povo puxava o saco da menina por ter grana... hj eu diria: Bonito fazer riqueza frente ao sofrimento de animais!!!
Eis que essa menina... se apaixonou pelo cara estranho que eu falei!!!
Sempre digo que mulher não se apaixona, mulher invoca... e essa menina invocou com esse cara, não sei que diabos viu nele... talvez um potencial...ou talvez só invocação.
Ela queria dar pra esse maluco de qualquer jeito... e para realizar tal feito... organizou uma festa no salão de festas de seu apartamento... que ficava onde?? onde?? Num bairro nobre de SP!!!
Eu que sempre detestava festas fiquei puto... pq ela iria fazer um convite geral, eu não iria querer ir, mas meus pais me obrigariam a ir... seria mais uma noite enfadonha da qual eu preferia ficar em casa de boa, assistindo televisão... mas não, teria que ir pra tal festa...Pensava... se a menina quer dar para o maluco, porque tem de me meter nessa confusão..???!!! Mete com o cara, mas não me mete nessa história... ou mete só comigo..kkkkkk
Lá vai eu de novo a contragosto, num sábado a noite...cruzar SP... de carona...
Como eu estava ansioso e puto, não reparei na cidade ao meu redor...
Chego na festa.... um saco.
E a aniversariante misteriosamente some... pq será??? Subiu com o cara pro apêzinho e a noite foi uma criança... ou melhor, a noite, foi quase a geração de uma criança...
Mas até aê eu só tava puto com tudo isso.... esperando dar o tempo da festa acabar e voltar pro meu casulo. Nessa época eu era apaixonado por uma menina, aquela que ficou gordinha...
Só sei que o salão de festas estava um pouco vazio, comecei a ouvir rumores que essa menina estava ficando com um outro cara, um cara folgado que eu não gostava. Mas pensei que era apenas uma dança marota, pois, na pista já tocava uma música lenta, e provavelmente estava rolando umas danças.....
Até que eu me levanto e lembro do estacionamento e vou lá pra tomar um ar...
Eis que vejo a menina que eu era apaixonado sair da penumbra do estacionamento, com um sorriso nos lábios, andando com as mãos nos bolsos... e depois, se reagrupando com suas colegas, que esperavam por depoimentos.... estava no labirinto dos carros, escondida dando os pegas com o folgado...putz...
Vi com meus próprios olhos o sorriso malicioso da felicidade... aquilo cortou meu coração....
Creio que simultaneamente, a koreana transava loucamente com o Xitãozinho e Xororó'... lá no apartamento...
Depois dessa noite o 'Xitãozinho e Xororó' se transformou!!
A primeira transa, verdadeiramente transforma um menino num cidadão... o cara, no dia seguinte cortou o cabelo... e se soltou.... Ficou mais extrovertido, alegre e virou uma liderança no grupo... virou o macho alpha... Com certeza ele traçou a koreana naquela noite e sua felicidade irradiou durante algum tempo...Porrrra, nem pra dÊsfarçar um pouco néhh...hahhahaha
Fiquei pensando: Putz, como uma mulher pode transformar um cara.
Na festa eu fiquei com cara de cu... faltava um tempo para a ela terminar... minha primeira decepção amorosa... Indigestão amorosa...hehehee
E foi na volta que eu pode contemplar a beleza de SP eu seus arranha-céus... a noite estava linda, iluminada pelas luzes dos prédios, pelas ruas desertas, e as torres de transmissão.... fiquei com a cabeça pendida no vidro do carro no caminho de volta, contemplando aquela beleza e com um sentimento de que a vida era dolorosa... Aquela paisagem era meu único conforto.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Música na Paulista
Mais uma vez a música se faz presente...na minha memória.
No fim do ano de 2016, eu comecei a pesquisar mais sobre música instrumental brasileira. Logo iria cair no encanto do Chorinho.
E pesquisando os vídeos no youtube, logo caí num grupo de meninas que tocam esse estilo.
Sempre as via na grande mídia, uns 8 ou 9 anos atrás... elas já tocavam bem, mas na época não havia essa força da internet e então não corri atrás.
Eis que no ano passadocaio em um vídeo onde duas delas fazem um dueto... a menina do bandolim, novinha... toca como gente grande. Uma interpretação arrebatadora. O virtuosismo tbém...
Fui ver outras versões da mesma música, outras interpretações... o que me chama atenção é a interpretação dela é a mais melancólica de todas... isso me intriga... como assim, tão nova ter essa expressividade?
Pronto, aquilo me conquistou... fiquei pulando de vídeo em vídeo, pesquisando mais e mais sobre o grupo. Daí vendo o estilo de vida em que levam e etc... é do tipo de pessoas que dá vontade de apertar... de ter como amigo, etc.
No ano passado fiquei nessa neura... fiquei sabendo que elas iriam dar uma palestra sobre o gênero, choro...e convidei um amigo pra ir junto. Quando ele viu o vídeo do dueto, ficou impressionado. Ele é músico... pode falar com mais propriedade.
Então fomos... e para a minha surpresa era uma palestra informal... com apenas umas 7 pessoas incluindo nós, bem próximo...sentados em uma salinha bem decorada. Aquilo foi uma porrada na cara para mim, que sou tímido... porque eu tava tão envolvido com os vídeos que eu via delas, que para mim, elas eram tipo, deusas...Quando cheguei ao local vi uma delas sentada no sofazinho esperando dar o tempo de início... a bandolinista genial...olhei e fiquei com vontade de tietar... tipo.. dizer.. meu, vc éh muito genial, toca muito bem... etc... mas não o fiz.
A palestra foi muito legal, mas eu fiquei meio travado... pq ali era tete a tete... deu pra interagir com elas e ouvir várias histórias e dar várias risadas. Mas havia o nervosismo da admiração.
Estava me sentindo um aristocrata... ter uma apresentação com uma qualidade musical daquelas, tocada por três meninas fofas... só pode se vivenciar quando vc é um aristocrata..kkkkk
Na volta, eu e meu amigo éh claro... estávamos apaixonados...
No último domingo elas se apresentaram na Av. Paulista... como eu estaria por lá, pois, todas as manhãs faço práticas 'religiosas' de manhã por ali.... iria vê-las novamente.
A Av. Paulista me sufoca.. aquele bando de gente, dispara minha fobia social.
Antes do show começar, eu dei umas andadas por lá para observar o movimento e esperar o tempo passar.
Quando começa a apresentação, vou pra bem perto do palco. Tenho a impressão que uma delas olha fixamente pra mim. Desvio o olhar, hehehehe... mas sei láh, pode ser que ela reconheceu...
No Bis elas tocam um clássico do Choro, que todos sabem cantar... e cantam juntos.
Como eu não sou de ir pra shows e etc... quando ouvi aquele povo todo cantando em minha volta.. fiquei emocionado...Aquilo é envolvente. Fora que é um clássico, não é o hit de Anita... o que me deixa mais impressionado. Senti vontade de chorar, mas me segurei.
A música termina... e a flautista se diz emocionada... com voz embargada ela fala sobre a imortalidade do autor, que está sendo homenageado e sinto que ela tbém segura o choro.
Mais uma vez a música me quebrando... foi um domingo cinzento quase chuvoso...mas a música o tornou claro e aberto.
No fim do ano de 2016, eu comecei a pesquisar mais sobre música instrumental brasileira. Logo iria cair no encanto do Chorinho.
E pesquisando os vídeos no youtube, logo caí num grupo de meninas que tocam esse estilo.
Sempre as via na grande mídia, uns 8 ou 9 anos atrás... elas já tocavam bem, mas na época não havia essa força da internet e então não corri atrás.
Eis que no ano passadocaio em um vídeo onde duas delas fazem um dueto... a menina do bandolim, novinha... toca como gente grande. Uma interpretação arrebatadora. O virtuosismo tbém...
Fui ver outras versões da mesma música, outras interpretações... o que me chama atenção é a interpretação dela é a mais melancólica de todas... isso me intriga... como assim, tão nova ter essa expressividade?
Pronto, aquilo me conquistou... fiquei pulando de vídeo em vídeo, pesquisando mais e mais sobre o grupo. Daí vendo o estilo de vida em que levam e etc... é do tipo de pessoas que dá vontade de apertar... de ter como amigo, etc.
No ano passado fiquei nessa neura... fiquei sabendo que elas iriam dar uma palestra sobre o gênero, choro...e convidei um amigo pra ir junto. Quando ele viu o vídeo do dueto, ficou impressionado. Ele é músico... pode falar com mais propriedade.
Então fomos... e para a minha surpresa era uma palestra informal... com apenas umas 7 pessoas incluindo nós, bem próximo...sentados em uma salinha bem decorada. Aquilo foi uma porrada na cara para mim, que sou tímido... porque eu tava tão envolvido com os vídeos que eu via delas, que para mim, elas eram tipo, deusas...Quando cheguei ao local vi uma delas sentada no sofazinho esperando dar o tempo de início... a bandolinista genial...olhei e fiquei com vontade de tietar... tipo.. dizer.. meu, vc éh muito genial, toca muito bem... etc... mas não o fiz.
A palestra foi muito legal, mas eu fiquei meio travado... pq ali era tete a tete... deu pra interagir com elas e ouvir várias histórias e dar várias risadas. Mas havia o nervosismo da admiração.
Estava me sentindo um aristocrata... ter uma apresentação com uma qualidade musical daquelas, tocada por três meninas fofas... só pode se vivenciar quando vc é um aristocrata..kkkkk
Na volta, eu e meu amigo éh claro... estávamos apaixonados...
No último domingo elas se apresentaram na Av. Paulista... como eu estaria por lá, pois, todas as manhãs faço práticas 'religiosas' de manhã por ali.... iria vê-las novamente.
A Av. Paulista me sufoca.. aquele bando de gente, dispara minha fobia social.
Antes do show começar, eu dei umas andadas por lá para observar o movimento e esperar o tempo passar.
Quando começa a apresentação, vou pra bem perto do palco. Tenho a impressão que uma delas olha fixamente pra mim. Desvio o olhar, hehehehe... mas sei láh, pode ser que ela reconheceu...
No Bis elas tocam um clássico do Choro, que todos sabem cantar... e cantam juntos.
Como eu não sou de ir pra shows e etc... quando ouvi aquele povo todo cantando em minha volta.. fiquei emocionado...Aquilo é envolvente. Fora que é um clássico, não é o hit de Anita... o que me deixa mais impressionado. Senti vontade de chorar, mas me segurei.
A música termina... e a flautista se diz emocionada... com voz embargada ela fala sobre a imortalidade do autor, que está sendo homenageado e sinto que ela tbém segura o choro.
Mais uma vez a música me quebrando... foi um domingo cinzento quase chuvoso...mas a música o tornou claro e aberto.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
A corrupção nossa de cada dia
Você pode até dizer que a culpa do país são dos políticos. Mas que tu é isento de atos corruptíveis, muito difícil... São pequenos atos que dão vazão aos grandes... por isso, antes de apontar o dedo na cara, eu revejo minhas atitudes...
Sexta série... devia ter por volta de uns 12 anos.
Havia aquele lance de vender rifas no período das festas juninas. A escola incentivava os alunos a venderem as tais rifas, e como recompensa para a melhor turma, ou seja, aquela que vendia mais rifas, eles prometiam uma excursão.
Esse lance já começa errado... se a escola precisa de dinheiro, sendo que ela é paga... não tem nada de ficar metendo os alunos em seus problemas administrativos. E é errado privilegiar uma turma, porque ela... vendeu mais.... coisa que não tem nada a ver com educação... seria plausível ela prometer que iria dar uma excursão para a turma com as melhores notas.... enfim, a porra toda já começa corruptível.
E eles permitiam que vendessemos doces para comprar as rifas, mó esquema errado... e proibiam o futebol maroto...
E olha só... prometiam investir esse dinheiro para a sala de audiovisual... pufsssss.... sendo que a gente quase não usava aquele muquifo e mal trocavam os equipamentos de lá.
Enfim...
Começa a brincadeira... Como era de praxe, a turma vencedora era sempre a que tinha a professora Terezinha como coordenadora... sei lá que paranauê essa mulher fazia, acho que desenbolsava para comprar as rifas, ou tinha um monte de contatos que compravam dela... Essa era a tradição, era como se todo o ano, ela defendesse o título da classe que vendia mais rifas...
Isso é que dá, falta de sexo e objetivo na vida...
Eis que minha classe tem uma brilhante ideia... sendo que nossa coordenadora de classe era a professora Linda, que era feia pra carai... Péssima professora por sinal.
O cara mais maroto da classe, tipo, desse safados... sugeriu que cada cabeça desse 1 real, o que na época equivaleria uns 8 reais ou 10 de hj. Com esse dinheiro ele compraria os doces para vendermos na escola e com esse dinheiro, comprássemos mais rifas e etc.
Todo mundo participou...
O cara de fato comprou os doces e distribuiu para a classe revender... Caixas de chicletes, paçocas, pé de moleque, pirulito... decks e mais decks de doces... E a classe foi pra guerra contra a classe da Terezinha.
Só que não havia tesoureiro e nenhum controle... fora que a gente via o povo que vendiam os doces, comendo doces....opa, tem coisa errada aê... o cara que administrava a parada fazia isso direto, dizendo que estava pagando do dinheiro dele.
A classe ia fazendo mais dinheiro, comprando mais doces, comprando mais rifas. Mas até aê, a corrupção já havia se instalado... eu desconfiava muito que o tal do cara pegava um por fora... não havia prestação de contas nem controle nenhum.
Eu peguei uma caixa de chicletes pra vender... mas não conseguia, pois, meu carisma é zero...
Levei a caixa pra casa... eu e minha irmã fomos comendo os chicletes e ela me dizendo: anota aê que no final a gente paga... Só que eu não anotava porra nenhuma e quando dei por mim, comemos a caixa de chicletes toda. Não fazia a mínima ideia de quanto teria de pagar por aquilo...
Eu poderia não fazer nada, já que ninguém sabia que eu tinha pego a caixa para vender.
Mas, cheguei pro cara que organizava a parada, dei dois reais pra ele dizendo: Tá aqui o que eu consegui vender de chicletes.
Eles simplesmente pôs o dinheiro no bolso da calça!!!! kkkkkkkkk .....
A guerra contra a Terezinha virou pessoal... não me lembro mas criou-se uma rivalidade, acho que ela estava trapaceando em alguma coisa, vendo que a gente tava fazendo frente, quase ganhando da classe dela. Ela deve ter maquinado algo, que achamos injusto.
Teve um dia que o pote de paçoca caiu toda no chão... os neguim em vez de jogar fora... pegaram todas as paçocas que ficaram intactas e puseram no pote para revender.... e para batizar o feito, ofereceram um para a Terezinha... que inocentemente comeu !!!!
Cara, nós tínhamos 12 anos e fazíamos toda essa parada errada. Imagina esse povo no Congresso....
No fim a Terezinha ganhou... a Linda elogiou o nosso trabalho... e o menino lá que organizou, ficou rico.
Hoje, devido a denúncias anônimas... reabriu-se o inquérito com a investigação da Polícia Federal... Chama-se operação Willy Wonka...kkkkkkk
Eu fui pego na investigação... minha pena é de 12 anos... mediante delação premiada, estou nesse blog, ameaçando citar alguns nomes que fizeram parte dessa operação, para possíveis negociações.
Sexta série... devia ter por volta de uns 12 anos.
Havia aquele lance de vender rifas no período das festas juninas. A escola incentivava os alunos a venderem as tais rifas, e como recompensa para a melhor turma, ou seja, aquela que vendia mais rifas, eles prometiam uma excursão.
Esse lance já começa errado... se a escola precisa de dinheiro, sendo que ela é paga... não tem nada de ficar metendo os alunos em seus problemas administrativos. E é errado privilegiar uma turma, porque ela... vendeu mais.... coisa que não tem nada a ver com educação... seria plausível ela prometer que iria dar uma excursão para a turma com as melhores notas.... enfim, a porra toda já começa corruptível.
E eles permitiam que vendessemos doces para comprar as rifas, mó esquema errado... e proibiam o futebol maroto...
E olha só... prometiam investir esse dinheiro para a sala de audiovisual... pufsssss.... sendo que a gente quase não usava aquele muquifo e mal trocavam os equipamentos de lá.
Enfim...
Começa a brincadeira... Como era de praxe, a turma vencedora era sempre a que tinha a professora Terezinha como coordenadora... sei lá que paranauê essa mulher fazia, acho que desenbolsava para comprar as rifas, ou tinha um monte de contatos que compravam dela... Essa era a tradição, era como se todo o ano, ela defendesse o título da classe que vendia mais rifas...
Isso é que dá, falta de sexo e objetivo na vida...
Eis que minha classe tem uma brilhante ideia... sendo que nossa coordenadora de classe era a professora Linda, que era feia pra carai... Péssima professora por sinal.
O cara mais maroto da classe, tipo, desse safados... sugeriu que cada cabeça desse 1 real, o que na época equivaleria uns 8 reais ou 10 de hj. Com esse dinheiro ele compraria os doces para vendermos na escola e com esse dinheiro, comprássemos mais rifas e etc.
Todo mundo participou...
O cara de fato comprou os doces e distribuiu para a classe revender... Caixas de chicletes, paçocas, pé de moleque, pirulito... decks e mais decks de doces... E a classe foi pra guerra contra a classe da Terezinha.
Só que não havia tesoureiro e nenhum controle... fora que a gente via o povo que vendiam os doces, comendo doces....opa, tem coisa errada aê... o cara que administrava a parada fazia isso direto, dizendo que estava pagando do dinheiro dele.
A classe ia fazendo mais dinheiro, comprando mais doces, comprando mais rifas. Mas até aê, a corrupção já havia se instalado... eu desconfiava muito que o tal do cara pegava um por fora... não havia prestação de contas nem controle nenhum.
Eu peguei uma caixa de chicletes pra vender... mas não conseguia, pois, meu carisma é zero...
Levei a caixa pra casa... eu e minha irmã fomos comendo os chicletes e ela me dizendo: anota aê que no final a gente paga... Só que eu não anotava porra nenhuma e quando dei por mim, comemos a caixa de chicletes toda. Não fazia a mínima ideia de quanto teria de pagar por aquilo...
Eu poderia não fazer nada, já que ninguém sabia que eu tinha pego a caixa para vender.
Mas, cheguei pro cara que organizava a parada, dei dois reais pra ele dizendo: Tá aqui o que eu consegui vender de chicletes.
Eles simplesmente pôs o dinheiro no bolso da calça!!!! kkkkkkkkk .....
A guerra contra a Terezinha virou pessoal... não me lembro mas criou-se uma rivalidade, acho que ela estava trapaceando em alguma coisa, vendo que a gente tava fazendo frente, quase ganhando da classe dela. Ela deve ter maquinado algo, que achamos injusto.
Teve um dia que o pote de paçoca caiu toda no chão... os neguim em vez de jogar fora... pegaram todas as paçocas que ficaram intactas e puseram no pote para revender.... e para batizar o feito, ofereceram um para a Terezinha... que inocentemente comeu !!!!
Cara, nós tínhamos 12 anos e fazíamos toda essa parada errada. Imagina esse povo no Congresso....
No fim a Terezinha ganhou... a Linda elogiou o nosso trabalho... e o menino lá que organizou, ficou rico.
Hoje, devido a denúncias anônimas... reabriu-se o inquérito com a investigação da Polícia Federal... Chama-se operação Willy Wonka...kkkkkkk
Eu fui pego na investigação... minha pena é de 12 anos... mediante delação premiada, estou nesse blog, ameaçando citar alguns nomes que fizeram parte dessa operação, para possíveis negociações.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Soneto de Bach
Esses dias nos intervalos que tenho entre minhas práticas meditativas, tenho pego meu violão.
Fazia uns 2 anos que eu não tocava, sempre toquei mal, não tenho talento pra coisa.
Pra minha surpresa... mesmo sem praticar, hj me sinto mais maduro e estou tocando melhor. Não digo em relação a fluência, mas expressão. A meditação desacerela um bocado a mente, logo, sua percepção das notas melhora... tbém melhora seu foco e presença. Sinto-me mais espontâneo e generoso comigo e com minhas limitações. O importante é se sentir bem tocando.
Peguei as antigas partituras e fui relembrando as músicas que eu estudava.
Lembrei de uma música que eu gostava de tocar, um Soneto de Bach. Pra minha surpresa, tirei a música e a decorei mais rápido do que eu imaginava.
Logo lembrei....
Que na verdade, eu tentei tirar essa música na época para tentar impressionar uma menina. Ela tocou esse soneto no piano e disse que gostava dele.... Aí eu passei a semana inteira apanhando tentando aprender a tocar essa música com fluência, mas não rolou. Estava acima de minha capacidade na época.
Não toquei o soneto e na mesma semana... queria me declarar pra ela. Fiquei pensando éh hj, éh hj...
Combinamos de ir juntos até determinada rua, ao sairmos da escola. Tinha até aquele ponto pra tomar coragem... fiquei adiando o momento... Até que nos despedimos, sem que eu dissesse nada.
Não toquei o Soneto. Não toquei os seus lábios. Apenas a acompanhei virando a esquina... seria a última vez que a veria pessoalmente.
Em meses, eu viajaria para o Japão, para trabalhar.
Fazia uns 2 anos que eu não tocava, sempre toquei mal, não tenho talento pra coisa.
Pra minha surpresa... mesmo sem praticar, hj me sinto mais maduro e estou tocando melhor. Não digo em relação a fluência, mas expressão. A meditação desacerela um bocado a mente, logo, sua percepção das notas melhora... tbém melhora seu foco e presença. Sinto-me mais espontâneo e generoso comigo e com minhas limitações. O importante é se sentir bem tocando.
Peguei as antigas partituras e fui relembrando as músicas que eu estudava.
Lembrei de uma música que eu gostava de tocar, um Soneto de Bach. Pra minha surpresa, tirei a música e a decorei mais rápido do que eu imaginava.
Logo lembrei....
Que na verdade, eu tentei tirar essa música na época para tentar impressionar uma menina. Ela tocou esse soneto no piano e disse que gostava dele.... Aí eu passei a semana inteira apanhando tentando aprender a tocar essa música com fluência, mas não rolou. Estava acima de minha capacidade na época.
Não toquei o soneto e na mesma semana... queria me declarar pra ela. Fiquei pensando éh hj, éh hj...
Combinamos de ir juntos até determinada rua, ao sairmos da escola. Tinha até aquele ponto pra tomar coragem... fiquei adiando o momento... Até que nos despedimos, sem que eu dissesse nada.
Não toquei o Soneto. Não toquei os seus lábios. Apenas a acompanhei virando a esquina... seria a última vez que a veria pessoalmente.
Em meses, eu viajaria para o Japão, para trabalhar.
quinta-feira, 23 de março de 2017
The Underdog
Fazendo um gancho com a história anterior, me veio uma memória dos tempos de escola.
Aula de educação física na quarta série. No fim do ano o professor começou a dar umas provas de corrida. Ninguém gostava pois todo mundo queria é jogar futebol, volei etc.
Começou assim...
Era uma prova de tiro curto. Devia ter cerca de uns 80m no máximo. O professor separava sempre uma bateria com 2 alunos, dava o start e marcava o tempo. Quem tivesse o melhor tempo, tirava a melhor nota e assim, as notas iam baixando conforme essa referência.
E é claro... eu... que andava com os nerds da classe, que era um dos últimos a ser escolhidos no futebol, tomava pau... não ia bem. Mas calma que essa história tem um porém...
Feito a prova, olhávamos o tempo... o cara mais veloz, era um tal de Ramos. E pra piorar o cara era do tipo, metido insuportável. Ele olhava o tempo dele, via que era o melhor e saía falando aos 4 cantos: - O RECORDE É MEU !!!!
Fora que ele era um dos caras que era bom em Futebol e tbém o que tinha sucesso com as menininhas.
Um dia o professor mudou o teste. Ainda era corrida, mas seria teste de longa distância. Em lugar de 80m, seria uma prova de 5min direto, correndo. Como o prof. sempre fazia em ordem alfabética, começaram a ter as primeiras baterias, cerca de uns 15 alunos por bateria... Meu nome, começava com L , logo, eu iria estar na bateria do Ramos.
Quem fizesse mais voltas em torno de 5min era o cara... o Ramos estava confiante...
E eu, estava ansioso. Pois sabia que era hora de desbancar o Ramos. Eu sabia que podia.
Explicando melhor... eu era ruim em esportes, mas eu fazia atletismo e ninguém sabia. Por que eu não ganhei do Ramos na prova de 80m? Porque a minha especialidade sempre foi longas distâncias. Eu corria bem, sabia disso, mas nunca havia me testado na escola.
O professor chama os nomes que irão correr junto. O Ramos está na minha série... é a hora da verdade.
Começa a corrida... Ramos dispara na frente. Eu vou só acompanhado o ritmo dele na maciota, estudando como ele vai proceder. Aos 2min, já vejo que ele tá num ritmo fraco, logo o ultrapasso, depois de brigarmos por algum tempo... ele tenta ficar na minha bota, mas não consegue... me vê distanciando cada vez mais. Seu reinado está acabando.
E é então quando eu percebo que uma turma de meninos, se juntaram num setor da quadra... estavam todos torcendo por mim... cada vez que eu passava por eles, eles me davam gritos de incentivo!!! Vai, vai L!!!!! Via no rosto deles o desespero, a esperança!!kkkkkkkk Eles estavam em regozijo, por saber que eu estava desbancando o Ramos. Logo eu, quem diria.. o mais nerd da turma... Parecia uma espécie de milagre!!!! Os caras estavam vendo Jesus andar sobre as águas!
Lembro que o professor deu um assovio falso, pensei que os minutos haviam encerrado... então parei e me joguei no chão de cansaço. Mas era um sinal que faltava 1min. Quando eu parei e me joguei no chão, os meninos ficaram desesperados. Me pegaram no colo, me levantaram e me empurraram, dizendo: Não acabou!!! Vai!!! E eu, fui, rumo a vitória!!! hehehehe
A classe inteira comemorou meu grande feito! Ramos, coitado, sentia-se derrotado.
Depois houveram outros testes e em todos eu dava um pau no Ramos.
Teve um dia que ele estava determinado para ganhar de mim. O professor deu a largada e ele saiu num ritmo freneticamente forte.
E eu, em vez de deixar ele ir embora, sabendo que iria morrer no gás e depois eu ultrapassaria ele de boa... resolvi duelar lado a lado, para ver até onde ele ia.
Estava num ritmo muito forte até pra mim. Mas não iria dar mole, confiava no meu potencial. E assim, foi seguindo ao lado dele, seja qual ritmo ele quisesse impor. E por mais que ele tentasse ficar na minha frente, eu não deixava... nem esse gostinho de ele ficar na minha frente por alguns momentos eu iria deixar.
Eis que aos 2min e meio, vejo ele despencar no chão. Quando olho pra trás, ele esta todo deitado contorcendo-se em dor, com a mão na região do abdômem, respirando com grande dificuldade. Parecia que estava agonizando.
Eu estava morto de cansaço tbém, mas continuei até o fim da corrida. Aliás, foi o meu recorde daquele ano, meu melhor índice...
Depois da aula de educação física, haveria mais duas. E onde estava o Ramos?
Fiquei sabendo que ele ficou tão mal, que nem a enfermaria da escola deu jeito, ele foi dispensado para a mãe dele o levar no hospital. kkkkkk
Só posso dizer... Respeita cara!!!
Aula de educação física na quarta série. No fim do ano o professor começou a dar umas provas de corrida. Ninguém gostava pois todo mundo queria é jogar futebol, volei etc.
Começou assim...
Era uma prova de tiro curto. Devia ter cerca de uns 80m no máximo. O professor separava sempre uma bateria com 2 alunos, dava o start e marcava o tempo. Quem tivesse o melhor tempo, tirava a melhor nota e assim, as notas iam baixando conforme essa referência.
E é claro... eu... que andava com os nerds da classe, que era um dos últimos a ser escolhidos no futebol, tomava pau... não ia bem. Mas calma que essa história tem um porém...
Feito a prova, olhávamos o tempo... o cara mais veloz, era um tal de Ramos. E pra piorar o cara era do tipo, metido insuportável. Ele olhava o tempo dele, via que era o melhor e saía falando aos 4 cantos: - O RECORDE É MEU !!!!
Fora que ele era um dos caras que era bom em Futebol e tbém o que tinha sucesso com as menininhas.
Um dia o professor mudou o teste. Ainda era corrida, mas seria teste de longa distância. Em lugar de 80m, seria uma prova de 5min direto, correndo. Como o prof. sempre fazia em ordem alfabética, começaram a ter as primeiras baterias, cerca de uns 15 alunos por bateria... Meu nome, começava com L , logo, eu iria estar na bateria do Ramos.
Quem fizesse mais voltas em torno de 5min era o cara... o Ramos estava confiante...
E eu, estava ansioso. Pois sabia que era hora de desbancar o Ramos. Eu sabia que podia.
Explicando melhor... eu era ruim em esportes, mas eu fazia atletismo e ninguém sabia. Por que eu não ganhei do Ramos na prova de 80m? Porque a minha especialidade sempre foi longas distâncias. Eu corria bem, sabia disso, mas nunca havia me testado na escola.
O professor chama os nomes que irão correr junto. O Ramos está na minha série... é a hora da verdade.
Começa a corrida... Ramos dispara na frente. Eu vou só acompanhado o ritmo dele na maciota, estudando como ele vai proceder. Aos 2min, já vejo que ele tá num ritmo fraco, logo o ultrapasso, depois de brigarmos por algum tempo... ele tenta ficar na minha bota, mas não consegue... me vê distanciando cada vez mais. Seu reinado está acabando.
E é então quando eu percebo que uma turma de meninos, se juntaram num setor da quadra... estavam todos torcendo por mim... cada vez que eu passava por eles, eles me davam gritos de incentivo!!! Vai, vai L!!!!! Via no rosto deles o desespero, a esperança!!kkkkkkkk Eles estavam em regozijo, por saber que eu estava desbancando o Ramos. Logo eu, quem diria.. o mais nerd da turma... Parecia uma espécie de milagre!!!! Os caras estavam vendo Jesus andar sobre as águas!
Lembro que o professor deu um assovio falso, pensei que os minutos haviam encerrado... então parei e me joguei no chão de cansaço. Mas era um sinal que faltava 1min. Quando eu parei e me joguei no chão, os meninos ficaram desesperados. Me pegaram no colo, me levantaram e me empurraram, dizendo: Não acabou!!! Vai!!! E eu, fui, rumo a vitória!!! hehehehe
A classe inteira comemorou meu grande feito! Ramos, coitado, sentia-se derrotado.
Depois houveram outros testes e em todos eu dava um pau no Ramos.
Teve um dia que ele estava determinado para ganhar de mim. O professor deu a largada e ele saiu num ritmo freneticamente forte.
E eu, em vez de deixar ele ir embora, sabendo que iria morrer no gás e depois eu ultrapassaria ele de boa... resolvi duelar lado a lado, para ver até onde ele ia.
Estava num ritmo muito forte até pra mim. Mas não iria dar mole, confiava no meu potencial. E assim, foi seguindo ao lado dele, seja qual ritmo ele quisesse impor. E por mais que ele tentasse ficar na minha frente, eu não deixava... nem esse gostinho de ele ficar na minha frente por alguns momentos eu iria deixar.
Eis que aos 2min e meio, vejo ele despencar no chão. Quando olho pra trás, ele esta todo deitado contorcendo-se em dor, com a mão na região do abdômem, respirando com grande dificuldade. Parecia que estava agonizando.
Eu estava morto de cansaço tbém, mas continuei até o fim da corrida. Aliás, foi o meu recorde daquele ano, meu melhor índice...
Depois da aula de educação física, haveria mais duas. E onde estava o Ramos?
Fiquei sabendo que ele ficou tão mal, que nem a enfermaria da escola deu jeito, ele foi dispensado para a mãe dele o levar no hospital. kkkkkk
Só posso dizer... Respeita cara!!!
terça-feira, 14 de março de 2017
Banho di Loja
A última história de casamento me fez lembrar de uma outra história.
Quando eu era jovem, eu frequentava um grupo esportivo... diga-se de passagem, contra minha vontade. Não gostava de ir lá, das pessoas e pensamentos de lá, mas não vou detalhar muito.
Sabe quando vc éh jovem e tem de acatar com as ordem de seus superiores? Eu não tive escolha.
Bem, frequentei esse ambiente desde muito pequeno. E logo percebi uma coisa... as menininhas não se interessavam por mim. Nunca fui uma pessoa carismática... e em relação a beleza física, tbém não a possuo.
E pra piorar a situação.. nunca fui uma pessoa vaidosa. Minha mãe falava que para frequentar esse lugar, eu teria que usar as roupas mais velhas e acabadas... Pois, era um lugar de terra batida, então, eu sempre voltava sujo de terra... E levei esse conselho a ferro e fogo. Sempre ia com as piores roupas possíveis que eu tinha...Devia parecer um menor abandonado subnutrido. Mas não me importava, eu não tinha autoestima e nem muitas pretensões com as menininhas de lá.
Mas... a concorrência era esperta. Meus colegas, embora tivessem uma vida menos abastada que a minha... se muniam quando se tratava de se vestir. Usavam roupas esportivas legais, tênis legais... e isso dava um UP... no visual... Porque pra dizer a verdade... ôh povinho feio que frequentava aquele lugar.. sério, não tinha um bonito lá. Nem bonita...
As pessoas de lá não tinham inteligência, nem cultura... muito menos carisma.... a situação era grave.
Bem, voltando... dizem que não existem pessoas feias, mas sim, pessoas pobres... talvez eu concorde um pouco.
Uma pessoa daquele âmbito iria casar.. então todos os convidados seriam esse povinho aêee.. e a cerimônia seria por ali mesmo... num salão de eventos...
Como sempre odiei casamentos, teria que ir por obrigação...
Daí que num milagre milagroso... minha mãe resolve comprar um terno pra mim. E um bom sapato... kkkkk... dar mais dignidade para o menino...
Nessa época eu estava fazendo a transição para a puberdade.. então já tinha uma altura e envergadura razoável. Pus o tal terno e descobri... ao olhar no espelho, que eu de terno eu não ficava com cara de segurança de Shopping... nem com cara de japa que trabalha no Bradesco de estagiário. Tinha um ar de dignidade ali. Até minha cachorra me achou estranho.
Quando cheguei no casamento... vi que o povo se assustou comigo.. Aquele mendigo, tomou um banho di loja. Alguns expressaram a surpresa fazendo comentários, brincadeirinhas. Sim, eu estava chamando atenção... mas não peguei ninguém mesmo assim.
Banho di loja = Dignidade. Fim.
Quando eu era jovem, eu frequentava um grupo esportivo... diga-se de passagem, contra minha vontade. Não gostava de ir lá, das pessoas e pensamentos de lá, mas não vou detalhar muito.
Sabe quando vc éh jovem e tem de acatar com as ordem de seus superiores? Eu não tive escolha.
Bem, frequentei esse ambiente desde muito pequeno. E logo percebi uma coisa... as menininhas não se interessavam por mim. Nunca fui uma pessoa carismática... e em relação a beleza física, tbém não a possuo.
E pra piorar a situação.. nunca fui uma pessoa vaidosa. Minha mãe falava que para frequentar esse lugar, eu teria que usar as roupas mais velhas e acabadas... Pois, era um lugar de terra batida, então, eu sempre voltava sujo de terra... E levei esse conselho a ferro e fogo. Sempre ia com as piores roupas possíveis que eu tinha...Devia parecer um menor abandonado subnutrido. Mas não me importava, eu não tinha autoestima e nem muitas pretensões com as menininhas de lá.
Mas... a concorrência era esperta. Meus colegas, embora tivessem uma vida menos abastada que a minha... se muniam quando se tratava de se vestir. Usavam roupas esportivas legais, tênis legais... e isso dava um UP... no visual... Porque pra dizer a verdade... ôh povinho feio que frequentava aquele lugar.. sério, não tinha um bonito lá. Nem bonita...
As pessoas de lá não tinham inteligência, nem cultura... muito menos carisma.... a situação era grave.
Bem, voltando... dizem que não existem pessoas feias, mas sim, pessoas pobres... talvez eu concorde um pouco.
Uma pessoa daquele âmbito iria casar.. então todos os convidados seriam esse povinho aêee.. e a cerimônia seria por ali mesmo... num salão de eventos...
Como sempre odiei casamentos, teria que ir por obrigação...
Daí que num milagre milagroso... minha mãe resolve comprar um terno pra mim. E um bom sapato... kkkkk... dar mais dignidade para o menino...
Nessa época eu estava fazendo a transição para a puberdade.. então já tinha uma altura e envergadura razoável. Pus o tal terno e descobri... ao olhar no espelho, que eu de terno eu não ficava com cara de segurança de Shopping... nem com cara de japa que trabalha no Bradesco de estagiário. Tinha um ar de dignidade ali. Até minha cachorra me achou estranho.
Quando cheguei no casamento... vi que o povo se assustou comigo.. Aquele mendigo, tomou um banho di loja. Alguns expressaram a surpresa fazendo comentários, brincadeirinhas. Sim, eu estava chamando atenção... mas não peguei ninguém mesmo assim.
Banho di loja = Dignidade. Fim.
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