domingo, 3 de julho de 2016

Antecipação

Refletindo sobre conflito de gerações. 

Sempre me veio questionamentos sobre conflito de gerações. Até hj às vezes me pego julgando meus pais por não conseguirem compreender o ritmo das coisas e o grande abismo que nos separa. 

Lembrei que existe aquela máxima que muitos falam e que eu ainda não experenciei. Que só se entende certas coisas quando vc se torna pai. Até lá, minha imaturidade, julgamentos e incompreensão persistirão. 
Por enquanto não pretendo ter filhos e se fosse por minha vontade própria e por responsabilidade própria, não quero e nem me sinto preparado para ser pai. 

Penso que se não fomos abertos e atentos, geralmente ficamos para trás. Refleti sobre esse abismo que sempre separa as gerações. Agora isso está mais intenso e evidente, o avanço tecnológico acelera nosso estilo de vida. 

Esses dias me vi resistente quanto aos ídolos dessa nova geração. Sim, os tais de Youtubers. 
Percebi o quanto torci o nariz para esses que hj, criam tendência entre a molecada. É difícil entender, para a gente que cresceu assistindo televisão como pessoas comuns e aparentemente sem conteúdo, podem virar uma celebridade. 
As piadas parece não ter graça. O ritmo de edição parece outro. Tudo muito diferente...
Será que o que eu disse é apenas resistência em aceitar que o mundo, as piadas, a forma de se entreter mudou?  Talvez eu esteja velho demais e fechado demais para entender isso? 

Refletindo sobre isso... sou de uma geração que cresceu sem internet. E por mais que tenha vivido a transição, ainda a base em que vivi é bem diferente daqueles que já nasceram com a internet a disposição. 
Jamais entenderei certas coisas e essa nova geração jamais entenderá o que a minha viveu. Fazer esse exercício de deslocamento é muito difícil. 

Para tentar diminuir esse abismo esto tentando ser mais aberto e acompanhando melhor esses canais do youtube. Mas a grande diferença é, são tantos canais, tantas tendências, tanto nicho que é difícil saber o que é relevante. Parece que já não há mais isso de, cultura de massas, mas sim uma cultura de nicho. 
Antes era isso que simplificava as coisas... Vc assistia a novela, o fantástico e no dia seguinte todos assistiram as mesmas coisas e falavam da mesma coisa. Hj, não é bem assim. 
Vamos falar de Minecraft? Bilhões de canais disponíveis para assistir....

O melhor exemplo de abertura é o Celso Portiolli. Ele está interagindo com essa molecada, tentando absorver as novas tendências. O cara  é ligado. 
E foi vendo os vídeos dele, onde ele participa que me liguei que tenho de fazer o mesmo. Senão, sei que ficarei um velho chato, tipo, meus pais. E é nessa hora que eu tento antecipar aquilo que está por vir.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Amaciante

Pegou as roupas estendidas, lavadas no fim de semana. Roupas ou uniformes, ou fardas para enfrentar o cotidiano. Enfrentar a chatice do mesmo.

O cheiro adocicado do amaciante era prenúncio de mais um dia de obrigações.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Puro Ego

Estou tentando ajudar uma pessoa, mas vejo claramente que tem muito ego envolvido.
Mulher envolvida e muita expectativa de ser aprovado, aceito, ser legal.

Projeções rodam na minha mente, suposições, expectativas. É novo pra mim enxergar essas coisas, não sei muito lidar com isso. Não quero reprimir ou me julgar, não sei observar com neutralidade. O que faz a observação criar mais um ego que vigia e quer derrotar o próprio ego.

Mas espero que com o tempo eu consiga lidar com essas projeções.

domingo, 16 de novembro de 2014

Fragilidade

Bem, pra ser sincero... em vez de atacar eu vou tentar ser vulnerável.

Esse meu discurso contra o "sistema de educação" é um grito.
E concluí que quando vc se sente frágil, a melhor forma de se defender é atacar. Atacar para não falar sobre a fragilidade.

O que eu queria falar então é:

Caros professores e diretores que passaram na minha vida.
Desde a primeira vez que eu pisei na escola, eu me senti deslocado. Estava com medo porque era tudo novo. Nunca soube muito bem o que estava fazendo na escola, porque eu teria de ir pra escola, vestir um uniforme que não queria e obedecer pessoas das quais eu nunca tive uma relação humana.

Não gostava da relação distante que tinha que ter com a professora. Senti-me perdido com o excesso de disciplina e rigidez, sisudez com a forma em que a aula era conduzida. Fazia as tarefas mais por medo do que por consciência.
Não sabia se o conteúdo que estava sendo passado pra mim era importante ou não, eu não tinha maturidade pra escolher o que aprender, ou saber o que era importante ou não para mim. Desculpe por eu não ter conseguido essa maturidade.
Desculpe por muitas vezes não conseguir entender o que era passado em aulas, eu tinha dificuldades em aprender. Desculpe por minha deficiência.
Eu tinha dificuldades de me manter interessado no que era passado, eu não tinha interesse. Me desculpe pelo meu desinteresse. Na verdade eu queria era brincar, e não via a hora das aulas acabarem pra eu poder ser eu mesmo novamente.
Eu me senti confuso no meio disso tudo e acabei perdendo o interesse em aprender.
Não achava que estudar era importante, e nunca compreendi que aprender tem de ser chato e penoso.
Eu não consegui me esforçar.
Na verdade nessa época eu não tinha muito interesse em aprender. Eu só queria ser amado, acolhido e respeitado.

Espero que todos vcs me desculpem e compreendam do porque eu fui um mau aluno, tirava notas ruins e não gostava de fazer os deveres de casa.

Grato pela atenção de todos vcs.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Poema do ciclo e da sinceridade

O fogo que outrora em mim ardia
Ao ver te maquiada e bem vestida
Estimulava falsas investidas

Fingi que era amor mais uma vez
Hormônios dominavam o meu ser
Queria a todo custo ter prazer

Mentiras que contei pra te despir
Desenbolsei dinheiro que não tinha
Apenas uma noite pra dormir

Sumi com um cinismo impressionante
Calei como uma pausa dissonante
Apenas uma noite pra eu fugir

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sou apenas olhos

A câmera pode fazer com que vc viva mundos diferentes. Seria como um passaporte para algumas áreas do conhecimento onde eu dificilmente teria acesso.
Fui jogado em uma fogueira para monitorar uma turma de atores, cujo exercício era fazer um monólogo em frente da câmera.

Lá fui eu...

A professora atriz nem tão bonita assim, mas o fato de ser atriz a deixava com um ar de expressividade, presença e excentricidade que diferencia um artista de uma pessoa comum. Eu sempre tenho o hábito de achar que os artistas tem uma áurea de superioridade, de santidade ou seja lá o que for... mas que estão acima de um patamar de nós , reles mortais.
Eu sempre quis ser um artista, embora nunca achei o meu talento artístico. Tentei desenhar, tocar instrumentos e não tinha nenhum talento pras artes.

Os alunos fizeram o exercício e depois a professora analisou. Lembrei dos Masterclass de música onde já fui espectador. Apesar de não entender nada, achava fascinante o mestre apontar para o aluno as falhas, as nuances, detalhes de interpretação. Assim ocorreu nessa aula que eu acompanhei.

Fiquei fascinado, queria fazer mil perguntas depois... mas acabou comigo tendo de ser neutro. Não iria alugá-la, apensa recolhi meu material, entreguei ao almoxerifado e rumei pra casa, pensando na aula.